quinta-feira, 13 de Junho de 2013

O que é Ínterpretação Sísmica

O que é Interpretação Sísmica 3D
Quando se deseja compreender o que um dado sísmico possa nos informar, precisa-se definir, de uma forma simples, o que se esteja buscando nesses dados. Naturalmente, quando se inicia uma busca por tal compreensão, deve-se considerar (assumir) que “o dado foi adquirido e processado adequadamente para tal compreensão”. Mas isso é verdade? Esta premissa é sempre inverídica em termos absolutos. Mas ela deve ser sempre considerada verídica em termos relativos. Como entender tal ambigüidade?
 
Apenas pense: o dado no qual trabalho não é verdadeiramente o melhor, mas é, na prática, verdadeiramente o que de melhor eu possa ter. Em 100% dos casos, um dado não é o que de melhor se possa proporcionar para qualquer objetivo interpretativo. Em função disso, as indústrias geofísicas de prospecção de petróleo, em aquisição e processamento sísmicos, têm sido as que mais proporcionam grandes novidades e desenvolvimentos tecnológicos.
 
 Assim, uma interpretação sísmica será, sempre, absolutamente relativa.
 
Aqui neste item serão apresentados princípios de interpretação sísmica tridimensional. Diferenças entre dados 1D, 2D e 3D e 4D. Imageamento sísmico 3D.
 
Serão analisados elementos estruturais e sismoestratigrafia 3D. Objetos de interpretação e modelagem geológica. Conceitos de modelagem 3D. Construção de grides espaciais. Distribuição de propriedades petrofísicas guiadas pela sísmica.
 
Ainda, serão incluídas abordagens sobre mapeamentos em estações de trabalho. Análise AVO. Inversão Acústica e Elástica. Atributos Sísmicos pré-empilhamento e pós-empilhamento.
Por fim, serão discutidas as diferenças entre mapeamentos exploratórios e explotatórios. Cubos de Litologia. Cubos de Coerência, Cubos 4D e Cubos Petrofísicos.
-----------------------------------------------------------------------------------------
Texto 31/05/2013.
Interpretação sísmica 3D nos dias de hoje tem crescido muito em função dos avanços nos algoritmos de cálculo, mas também devido ao crescimento de tecnologias computacionais e memórias RAM crescentes que permitem alocação de grandes volumes sísmicos e valores de atributos analisados em 32 bits.
Uma das feições mais comuns em ambientes de sedimentação clástica é a de fluxos de detritos, causados por fenômenos sísmicos, meteorológicos com grandes precipitações ou a partir de instabilidades de taludes ou cânions, gerando uma fenômeno geologicamente catastrófico, que transporta grande quantidade de material sedimentar e que pode atingir muitos quilômetros de extensão.
 A figura abaixo ilustra o cânion Teapot do rio Colorado com folhelhos da formação Hailgaito (Phe) e Arenitos da formação Cedar Mesa (Pc) cortados pelo cânion e a seção basal Honaker Trail exposta à ação do rio Colorado, e mostrando colúvios na base dos taludes (Rudd, L e Merényi, E., In Proc. of the 14th Airborne Earth Science Workshop, JPL, Pasadena, CA, May 24-27, 2005)

Debris flow 14th Airborne Earth Sccience

 Abaixo a feição de satélite de um leque aluvial de Zagros. Observe que ele alcança cerca de 10 km de raio.
Leque Aluvial Zagros alluvialfan ast 2004286

Sismicamente, com dados 3D é possível se trabalhar com resoluções de atributos sísmicos que definam feições de fluxos de detritos (debris flows). Abaixo, exemplo desses processos em dados sísmicos 3D post-stack, em atributos de amplitude convencional e de dissociação espectral (time-slice)
  Debris Flows 03