Os
carbonatos resultam da
combinação do CO
3= com metais e metalóides, ou da reação do
ácido carbônico com esses elementos. Na natureza o carbono ocorre no estado nativo
(grafite, diamante, carvão etc.), formando estruturas orgânicas e constituindo o gás
carbônico e o radical carbonato. Quando o C se une com o O, apresenta forte tendência a
ligar-se a dois átomos de O, compartilhando dois de seus quatro elétrons de valência
com cada um para formar uma unidade química estável (CO
2). Outra maneira do C
combinar-se com o O resulta no radical CO
3=, uma vez que o relação
dos raios iônicos conduz à coordenação 3, gerando uma estrutura triângular onde três
O envolvem o C coordenador central. Como o O é bivalente e o C tetravalente, a ligação
C-O tem força igual a 1+1/3 unidade de carga, portanto maior que a metade da carga do
íon O e, nestas condições, cada oxigênio está ligado ao carbono coordenador mais
fortemente do que a qualquer outro íon da estrutura. Essa diferença na intensidade de
ligação resulta na impossibilidade do compartilhamento dos grupos carbônicos; desta
forma, os triângulos C-O constituem-se em unidades separadas com formas achatadas (Figura
1), e configurados em trevo, que são as unidades de estruturação básicas dos
carbonatos, sendo responsáveis pelas propriedades características desse minerais.
O radical carbonato em presença do íon H+ torna-se instável e
decompõe-se, gerando o CO
2, uma vez que esta estrutura é mais estável,
produzindo a reação de efervescência quando os carbonatos são atacados por ácidos.
Na organização estrutural dos minerais desse grupo quanto o radical
carbonato combina com cátions bivalentes em coordenação 6, a estrutura resultante
possui geometrias simples, do tipo calcita, onde se alternam as camadas de cátions
metálicos e ânions carbonato. A estrutura resultante pode ser comparada a da halita,
onde os íons Na são substituídos por Ca e o Cl, pelos grupos carbônicos, comprimida e
achatada ao longo de um dos eixos ternários, de modo que as faces fazem entre si ângulos
de 74º55', em vez de 90º do cubo. O eixo segundo o qual ocorreu o achatamento é agora o
único ternário (eixo cristalográfico C) e está disposto perpendicularmente às camadas
que se alternam, de íons de cálcio e de carbonato. Os grupos carbonato achatados, em
lugar dos íons esféricos de cloro, reduzem a simetria do sistema isométrico da halita,
para o romboédrico da calcita. Cada íon cálcio está coordenado em relação a seis
íons oxigênio e cada íon oxigênio está coordenado a dois de cálcio. A clivagem
característica do grupo da calcita, semelhantemente à clivagem da halita, é paralela
aos planos mais amplamente espaçados de máxima densidade de átomos, mas por causa da
redução na simetria pelo achatamento a clivagem é romboédrica em vez de cúbica.
A ligação C-O é algo covalente, mais forte, que a
ligação dominantemente iônica do radical com os íons metálicos. Dessa forma, as
propriedades dos minerais do grupo da calcita são conferidas basicamente pelos íons
metálicos; assim, a densidade relativa da maior parte dos membros é proporcional ao peso
atômico do cátion, desde que possuam raios iônicos similares, sendo que no caso de
cátions pequenos, como é o caso do Mg em relação ao Ca, resulta em um empacotamento
mais compacto, permitindo, mais do que compensar seu peso atômico menor, resultar no fato
da magnesita ser bem mais densa que a calcita.
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Figura 1 - Tetraedro do íon carbonato
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C - carbonoO - oxigênio |
Dentro do grupo isoetrutural dos carbonatos
ortorrômbicos (grupo da calcita) ocorrem substituições dos cátions (Ca, Fe, Mn, Mg, Zn
etc.) dentro dos limites impostos por seus tamanhos relativos, produzindo substância
intermediárias entre os compostos, com as propriedades físicas variando
proporcionalmente às quantidades dos íons. Cabe ressaltar que a substituição do Ca na
calcita pelos íons Fe, Mg e Mn não é completa, nem perfeitamente fortuita por causa do
grande tamanho do íon Ca, sendo a substituição do Ca pelo Mg e do Mg pelo Ca
particularmente difícil por causa das grande diferença nos raios (33%). Dessa forma, se
a cristalização de carbonatos a partir de soluções ricas em Ca e Mg tende a não
formar calcita e dolomita e sim cristais estratificados consistindo de camada de íons
carbonato alternando, em primeiro lugar, com uma camada de íons Mg e, depois, com outra
de íons cálcio, tem-se o mineral dolomita, que pode ser considerado um sal duplo. Assim,
a estrutura da dolomita é semelhante à da calcita, com camadas de cátions
perpendiculares ao eixo C alternando com as de íons carbonato, mas, com camadas
alternadamente de Ca e Mg. Disto resulta que na calcita os eixos binários cruzam-se nos
íons carbono do centro do grupo carbonato com camadas idênticas acima e abaixo, enquanto
na dolomita não existem esses eixos binários por causa da falta de equivalência (camada
de Mg acima e Ca embaixo, e vice-versa), reduzindo a simetria a um centro de simetria e um
eixo ternário de roto-inversão (classe romboédrica).
Quando íons carbonatos se unem a íons bivalentes grandes, não
permitindo coordenação estável 6, resultam estruturas ortorrômbicas do tipo da
aragonita. Nessa estrutura os íons metálicos estão coordenados a nove íons O e cada
íon O, coordenado a três íons cálcio. Os cátions metálicos e triângulos C-O
dispõem-se em planos perpendiculares ao eixo C, estando os cátions arranjados de maneira
similar ao empacotamento hexagonal compacto, o que dá origem a uma simetria
pseudo-hexagonal, que se reflete nos ângulos do cristal e na geminação cíclica
pseudo-hexagonal, característica de todos os membros do grupo.
Nos carbonatos ortorrômbicos a solução sólida é mais limitada do
que nos romboédricos e, a exemplo destes, o Ca e o Ba, respectivamente o menor e o maior
íons do grupo ortorrômbico, formam um sal duplo similar à dolomita. Também neste grupo
as diferenças das propriedades químicas dos minerais são conferidas pelos cátions;
desta forma, a densidade relativa é aproximadamente proporcional à massa dos íons
metálicos.
O carbonato de cálcio (CaCO3) cristaliza-se no sistema
trigonal e ortorrômbico devido ao fato da relação dos raios iônicos entre o Ca e o O
(0,73) estar próxima do limite superior de estabilidade da coordenação 6, que gera
estrutura romboédrica (calcita). Desta forma, pressões altas ou a presença de cátions
grandes, tais como Ba, Sr, Pb etc., catalisam a desestabilização da coordenação 6 e
geram estrutura ortorrômbica (aragonita).
Calcita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais romboédricos de calcita
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - CaCO3
Composição - Carbonato de Cálcio. 53,0% CaO , 44,0% CO2
Cristalografia - Trigonal
Classe - Hexagonal escalenoédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial negativo
Hábito - Prismático, romboédrico ou Escalenoédrico
Clivagem - Perfeita {10-11}, com ângulo de 74º55'
Partição - Ao longo das lamelas de geminação segundo {01-12}
Dureza - 3
Densidade relativa - 2,72
Brilho - Vítreo a terroso
Cor - Usualmente branco ou incolor, cinza, vermelho, verde , azul e amarelo. Também,
quando impura, castanho a preto
Associação - Os cristais de calcita podem incluir quantidades consideráveis
de areias de quartzo (até 60%) e formam o chamado cristal de arenito.
Propriedades Diagnósticas - Dureza 3, clivagem perfeita, cor e brilho vítreo. Distingue-se
da dolomita, pela efervecência em HCl e da aragonita por ter menor densidade e clivagem
romboédrica.
Ocorrência - É um dos minerais mais comuns e disseminados. Ocorre como massas rochosas
sedimentares enormes e amplamente espalhadas, nas quais é o único mineral preponderante,
sendo o único presente em certos calcários. É um constituinte importante de margas e
pelitos calcários.
As rochas calcárias formam-se por processos orgânicos e inorgânicos.
No primeiro caso resulta da deposição em fundo marinho, de grandes camadas de material
calcário, sob a forma de carapaças e esqueletos de animais marinhos. Uma proporção
menor dessas rochas formam-se inorgânicamente pela precipitação direta de carbonato de
cálcio em soluções aquosas.
Usos - O emprego mais importante da calcita é na fabricação de cimentos e cal para
argamassa. Também é usado como corretor de pH em solos ácidos.
Ankerita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais de ankerita ( róseos ) em rocha
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - Ca(Mg,Fe) (CO3)2
Composição - Carbonato de cálcio e magnésio/Ferro. 27,2% CaO , 5,9% MgO , 20,9% FeO ,
3,4% MnO , 42,5% CO2
Cristalografia - Trigonal
Classe - Romboédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial negativo
Hábito - Romboédrico, podendo ser colunar e fibroso
Clivagem - Perfeita {10-11}, com ângulo de clivagem de 73º 45'
Dureza - 3,0 - 4
Densidade relativa - 2,86 -
2,93
Brilho - vítreo a perláceo
Cor - Branco, incolor, verde, amarelo, marrom e rosa na presença de manganês
ou cobalto
Associação - Associada a dolomita e calcita, e rochas como calcário, dolomitos e
marga.
Propriedades Diagnósticas - Hábito
euedral, pouco reativa em ácido clorídrico, alto índice de refração.
Ocorrência - Ocorre
frequentemente em dolomitos, podendo ser encontrada em sedimentos ricos em ferro sob a
forma de veios, concreções e grãos. Pode ocorrer também em rochas metamórficas ricas
em ferro e depósitos minerais de origem hidrotemal.
Usos - Pedra de construção e ornamental, fonte de magnésia, processos
básicos de fabricação de aço, entre outros.
Aragonita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais prismáticos de aragonita |
Direções ópticas e
cristalográficas
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Fórmula
Química - CaCO3
Composição - Carbonato de cálcio, polimorfo da calcita. 56% CaO , 43% CO2
Cristalografia - Ortorrômbico
Classe - Bipiramidal rômbica
Propriedades Ópticas - Biaxial negativo
Hábito - Piramidal acicular, tabular ou pseudo-hexagonal
Clivagem - Imperfeita {010} e {110}
Dureza - 3,5 -
4
Densidade relativa - 2,95
Brilho - Vítreo
Cor - Incolor, branco, amarelo-pálido e colorida variavelmente. Transparente a
translúcida
Associação - Em fontes termais, está associado a camadas de gipso e
depósitos de minério de ferro, onde podem ocorrer as formas que se assemelham a coral,
chamadas de flor do ferro.
Propriedades Diagnósticas - Distingue-se da calcita por sua densidade relativa mais elevada e
pela ausência de clivagem romboédrica.
Ocorrência - É menos estável do que a calcita e muito menos comum. Forma-se
dentro de uma estreita faixa de condições fisico-químicas, representada por baixas
temperaturas, perto dos depósitos superficiais na presença de cátions grandes e em
ambientes de alta pressão.
Usos - Fabricação de cimentos, corretor de pH em solos ácidos.
Azurita
Hábito - Complexo, podendo apresentar
grupos esféricos e radiados
Clivagem - Ausente
Dureza - 3,5 -
4
Densidade
relativa - 3,77
Brilho - Vítreo
Cor - Azul-celeste intenso
Associação - Associado a azurita, cuprita, cobre nativo óxidos de ferro e vários
sulfetos de cobre e de ferro.
Propriedades Diagnósticas - Cor,
efervecêmcia em ácido clorídrico.
Ocorrência - Minério de cobre supérgeno. Encontrado em porções oxidadas dos filões
de cobre. pode ocorrer também nos veios de cobre; que penetram em calcários.
Usos - Minério de cobre de menor
importância..
Cerussita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais tabulares de cerussita
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula Química - PbCO3
Composição - Carbonato de Chumbo. 83,5% PbO , 16,5% CO2
Cristalografia - Ortorrômbico
Classe - Bipiramidal rômbica
Propriedades Ópticas - Biaxial
negativo
Hábito - Variado, podendo ser tabular
Clivagem - Boa {110}
Dureza - 3 -
3,5
Densidade relativa - 6,55
Brilho - Adamantino
Cor - Incolor, branco ou cinzento
Associação - Associada a galena,
esfalerita e a vários minerais secundários, tais como anglesita, piromorfita,
smithsonita e limonita.
Propriedades Diagnósticas - Densidade
relativa elevada, cor branca e brilho adamantino. A forma cristalina e a efervecência no
ácido nítrico a quente servem para distingui-la da anglesita.
Ocorrência - É um minério de chumbo supérgeno, importante e amplamente
disseminado, formado pela ação das águas carbonatadas sobre a galena, na zona superior
dos veios de chumbo.
Usos - Importante mineral de
minério de chumbo.
Dolomita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristal de dolomita (centro), envolto por quartzo |
Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - CaMg (CO3)2
Composição - Carbonato de cálcio e magnésio. 30,4% CaO , 21,7% MgO , 47,7% CO2
Cristalografia - Trigonal
Classe - Romboédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial negativo
Hábito - Romboédrico
Clivagem - Perfeita {10-11}, com ângulo de clivagem de 73º 45'
Dureza - 3,0 - 4
Densidade relativa - 2,85
Brilho - vítreo a nacarado
Cor - Róseo, podendo ser incolor, branco, cinzento, verde, castanho e preto
Associação - Pode ocorrer com
nitratos, calcita e aragonita.
Propriedades Diagnósticas - A
variedade cristalizada distingue-se por seus
cristais romboédricos curvos e, usualmente por sua cor rósa-carne. A variedade rochosa
maciça distingue-se do calcário por sua reação menos intensa com o ácido clorídrico.
Ocorrência - Ocorre
principalmente sob a forma de calcário
dolomítico ou mármore dolomítico em porções rochosas extensas, possivelmente formado
a partir de calcários pela substitução do cálcio pelo magnésio. Ocorre também como
mineral de filão, em veios de zinco ou chumbo em calcários.
Usos - Pedra de construção e ornamental, corretivo de solos ácidos, fonte de
magnésia, usada preparação de revestimentos refratários de conversores, nos processos
básicos de fabricação de aço, entre outros.
Estroncianita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais aciculares de estroncianita |
Direções ópticas e
cristalográficas
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Fórmula Química - SrCO3
Composição - Carbonato de Estrôncio. 70,2% SrO , 29,8% CO2
Cristalografia - Ortorrômbico
Classe - Bipiramidal rômbica
Propriedades Ópticas - Biaxial negativo
Hábito
- Acicular, radial, colunar, fibrosa ou granular
Clivagem - Boa {110}, com geminação frequente segundo {110}
Dureza - 3,5 -
4
Densidade relativa - 3,7
Brilho - Vítreo
Cor - Branco, cinzento, amarelo e
verde
Associação - Associado a barita,
celestita e calcita.
Propriedades Diagnósticas - Densidade
relativa elevada e efervecência em ácido clorídrico. Pode ser distinguida da witherita
e da aragonita pelo ensaio da chama, e da celestita por sua clivagem menos perfeita e
efervecência no ácido.
Ocorrência - É um mineral
hidrotermal encontrado em filões ou margas. Menos
frequentemente ocorre em rochas ígneas ou como mineral de ganga nos veios de
sulfetos.
Usos - Fonte de estrôncio, o qual
é usado na pirotecnia, em chamas vermelhas, foguetes militares, na separação do açucar
existente nos melaços e em vários compostos de estrôncio.
Magnesita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Foto do mineral mostrando coloração
avermelhada
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - MgCO3
Composição - Carbonato de Magnésio. 47,8% MgO , 52,2% CO2
Cristalografia - Hexagonal
Classe - Escalenoédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial negativo
Hábito - Criptocristalino, terosso, compacto, e em massas granulares
Clivagem - Perfeita {10-10}, com
ângulo de 72º 36'
Dureza - 3,5 - 4,5
Densidade relativa - 2,9 -
3,1
Brilho - Vítreo
Cor - Branco, cinzento,
avermelhado, amarelo e castanho
Associação - Associada a serpentina, talco ou rochas dolomíticas.
Propriedades Diagnósticas - As
variedades susceptíveis a clivagem distinguem-se da dolomita apenas por sua densidade
relativa mais elevada e pela ausência de cálcio abundante. A variedade maciça e branca,
assemelha-se a calcedônia impura, distinguindo-se dela por sua dureza inferior.
Ocorrência - Comum em veios e
massas irregulares, criptocristalinas, derivada da alteração da serpentina através da
ação de águas contendo ácido carbônico. A
variedade cristalina, com clivagem, em rochas metamórficas está associada a talco xistos
e mica xistos.
Usos - A magnesita calcinada é usada na fabricação de tijolos para revestimento de
fornalhas. Também é fonte de magnésia para produtos químicos industriais.
Malaquita
Foto do Mineral |
Variedades |
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Malaquita com hábito botroídal
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Fórmula
Química - Cu2CO3(OH)
Composição - Carbonato básico de cobre. 71,9% CuO , 19,9% CO2 ,
8,2% H2O
Cristalografia - Monoclínico
Classe - Prismática
Propriedades Ópticas - Biaxial positivo
Hábito - Botroídal, fibroso
Clivagem - Perfeita {001}
Dureza - 3,0 -
4
Densidade relativa - 3,7 - 4,1
Brilho - Entre adamantino e vítreo
Cor - Verde brilhante
Associação - Associada a azurita, cuprita, cobre nativo óxidos de ferro e
vários sulfetos de cobre e de ferro.
Propriedades Diagnósticas - Cor verde brilhante, e formas botroídais, e por sua
efervecência em HCl.
Ocorrência - Minério de cobre supérgeno. Encontrado em porções oxidadas
dos filões de cobre. Pode ocorrer também nos veios de cobre que penetram em calcários.
Usos - Minério de cobre.
Rodocrosita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Rodocrosita com hábito globular
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - MnCO3
Composição - Carbonato de manganês. 61,7% MnO , 38,3% CO2
Cristalografia - Trigonal
Classe - Hexagonal escalenoédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial negativo
Hábito - Granular a compacta
Clivagem - Perfeita, romboédrica {10-11}
Dureza - 3,5 -
4
Densidade relativa - 3,5 - 3,6
Brilho - Vítreo
Cor - Rósea a castanho-escuro.
Associação - Associada a prata,
chumbo, cobre e outros minerais de manganês.
Propriedades Diagnósticas - Coloração
rósea e clivagem romboédrica. Distingue-se da rodonita por sua dureza menor.
Ocorrência - É um mineral
relativamente raro, ocorrendo em veios.
Usos - Minério de manganês de
pouca importância.
Siderita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Cristais transparentes de siderita
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - FeCO3
Composição - Carbonato de ferro. 62,1% FeO , 37,9% CO2
Cristalografia - Trigonal
Classe - Hexagonal escalenoédrica
Propriedades Ópticas - Uniaxial
negativo
Hábito - Globular, granular,
compacta, terrosa
Clivagem - Romboédrica perfeita {1011}
Dureza - 3,5 - 4
Densidade relativa - 3,7 - 3,9
Brilho - Vítreo
Cor - Castanho-claro a escuro
Associação - Associada a óxidos, hidróxidos e silicatos.
Propriedades Diagnósticas - Distingue-se
dos outros carbonatos por sua cor e densidade relativa alta e da esfalerita por sua
clivagem romboédrica.
Ocorrência - Frequentemente sob a forma de minério de ferro argiloso, impuro
por estar misturada com materiais argilosos, em camadas negras, contaminado por material
carbonoso. Pode ocorrer também como finos grãos em rochas sedimentares.
Usos - Minério de ferro.
Smithsonita
Clivagem
- Romboédrica perfeita {1011}
Dureza - 5
Densidade relativa - 4,1 - 4,5
Brilho - Vítreo
Cor - Usualmente castanho-sujo,
podende ser incolor branca, vermelha, amarela, azul e rósea
Associação - Associado a esfalerita, galena, hemimorfita, cerussita, calcita e
limonita.
Propriedades Diagnósticas - Efervecência
nos ácidos, ensaios para o zinco, dureza, elevada densidade relativa para um carbonato.
Ocorrência - É um minério de zinco de origem supérgena, encontrado em
depósitos de zinco existentes em rochas calcárias.
Usos - Utilizado para fins de
ornamentação.
Trona
Clivagem - Perfeita em [100] e distinta em [111] e [001]
Dureza - 2,5
Densidade relativa - 2,11
- 2,17
Brilho - Vítreo ou sem brilho
Cor - Cinzento ou
amarelado
Associação - Pode
estar associada a minerais salinos como halita e anidrita.
Propriedades Diagnósticas - Cor, hábito, baixa densidade e dureza.
Ocorrência - Ocorre em depósitos lacustres salgados, como resíduo salino.
Usos - Mineral de
minério de sódio.
Whitherita
Foto do Mineral |
Forma
Cristalográfica |
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Mineral witherita com cor acinzentada
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Direções ópticas e cristalográficas
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Fórmula
Química - BaCO3
Composição - Carbonato de bário. 77,7% BaO , 22,3% CO2
Cristalografia - Ortorrômbico
Classe - Bipiramidal rômbica
Propriedades Ópticas - Biaxial
negativo
Hábito - Variado, muitas vezes tabular paralelamente a {010}
Clivagem - Clivagem boa {110}
Dureza - 3 -
3,5
Densidade relativa - 4,2 - 4,3
Brilho - Não metálico, adamantino
Cor - Incolor, branco ou cinzento
Associação - Frequentemente associada a galena e barita.
Propriedades Diagnósticas - Densidade
relativa e efervescência em ácido.
Ocorrência - É um mineral relativamente raro, encontrado em veios, associadoa
galena.
Usos - Fonte de menor importância
de bário.
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