quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mineral - GRUPO DOS SILICATOS

Os silicatos constituem a classe de maior importância, representando cerca de 25% dos minerais conhecidos e quase 40% dos minerais comuns. Os silicatos constituem cerca de 95% do volume da crosta terrestre, dos quais cerca de 59,5% são representados por feldspatos, 16,8% por anfibólios e piroxênios, 12% por quartzo e 3,8% pelas micas,  os outros minerais (silicatos e não silicatos) perfazendo o volume de aproximadamente 7,9%. Dessa maneira, a grande maioria das rochas é formada por silicatos, sendo raras as rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares que não possuem como minerais essenciais silicatos. Assim sendo, é impossível classificar rochas sem possuir uma boa base de mineralogia dos silicatos.
De um modo geral a crosta terrestre é formada por mais de 60% de  átomos de oxigênio, pouco mais de 20% de  átomos de silício e 6 a 7% de átomos de alumínio, aparecendo com porcentagem atômica ao redor de 2% os átomos de Fe, Ca, Mg, Na e K. Os demais elementos químicos representam cerca de 1% da proporção atômica média encontrada na crosta terrestre, e desses apenas o Ti possui alguma importância volumétrica na arquitetura da crosta. O mais importante para entender a estruturação da crosta terrestre é a proporção atômica, seguida da proporção volumétrica, não tendo importância a porcentagem em peso, embora  seja a maneira sob a qual a composição das rochas e dos minerais é normalmente mencionada e analisada do ponto de vista litoquímico ou geoquímico. Dessa forma podemos imaginar a crosta terrestre como uma espuma de oxigênio ligados em configuração de maior ou menor complexidade pelos átomos pequenos, altamente carregados, de silício tetravalente (raio iônico = 0,42A0) e alumínio trivalente (raio iônico = 0,51A). Esta estrutura apresenta interstícios que podem ser ocupados por átomos de Fe, Ca, Mg, Na e K em estados de coordenação adequados a seus respectivos raios individuais.
O que norteia o aparecimento de um ou outro mineral são as condições termodinâmicas ditadas pela concentração dos elementos, pressão confinante, temperatura, natureza e pressão dos fluidos, pH, etc. Dessa maneira, a mineralogia pode ser tomada como o alfabeto com que a natureza escreve a sua história, sendo que neste contexto aparecem citações como: "Se as rochas são as páginas do livro da história geológica, os minerais são os caracteres com os quais o livro foi impresso e somente com uma compreensão deles e de suas estruturas o documento pode ser lido".
O conhecimento dos minerais com suas respectivas propriedades físicas e químicas, são de importância essencial para a vida na terra. Dessa forma, podemos destacar que as plantas obtêm seu sustento do solo, que é constituído basicamente por silicatos; na alimentação animal e mesmo humana entram silicatos como por exemplo o talco na fabricação de balas e doces; o tijolo, vidro, concreto, pedra, argamassa usados na construção das casas são silicatos ou derivam deles. Os silicatos são essênciais na produção de cerâmica, refratários, fibra de vidro e vários outros produtos usados na fabricação de utensílios. Também são fonte de obtenção de alguns metais úteis para a humanidade tais como alumínio, níquel, berílio, zircônio etc. Os usos dos silicatos visando a melhoria das condições de vida são enormes e crescem dia a dia com o desenvolvimento das pesquisas, e dessa forma não devemos recear que nossos estudos sobre os silicatos se desatualizem.