terça-feira, 30 de julho de 2013

Cretácico


O Cretácico é um período que pertence ao eon Fanerozoico e a era Mesozoica, divide-se em duas épocas/series: Inferior e superior. Por sua vez, cada época se divide em idades ou andares, como podemos ver na imagem seguinte. Este é o período que sucede o jurássico e precede o paleogénico, este último já numa diferente era, o Cenozóico.
 Foi neste período, que se iniciou à 145,5 Ma e terminou à 65,5 Ma atrás, que ocorreu o maior episódio de extinção em massa alguma vez na história da terra, a extinção dos dinossauros. Este sistema ficou marcado também pelo aparecimento das primeiras plantas com flores e os primeiros mamíferos placentários.
O Cretácico Inferior está, aproximadamente, compreendido entre os 145,5 Ma e 99,6 Ma atrás. Esta época divide-se nos andares Berriassiano, Valanginiano, Hauteriviano, Barremiano, Aptiano, Albiano do mais antigo para o mais recente.
O Cretácico Superior está, aproximadamente, compreendido entre 99,6 Ma e 65,5 Ma atrás. A serie Cretácica Superior divide-se nos andares Cenomaniano, Turoniano, Coniaciano, Santoniano, Campaniano, Maastrichtiano, do mais antigo para o mais recente.
Durante o período jurássico a Pangea (continente único) iniciou a sua fragmentação, sendo que no período Cretácico encontrava-se separada em dois continentes, o Gondwana que compreendia as actuais regiões da América do Sul, África, Austrália e Índia e a Laurásia onde por sua vez se encontrava a actual América do Norte, Europa, Ásia e Artico.
Evolução climática
Durante o Cretácico inferior o clima era frio, presenciava-se a ocorrência de neve e gelo durante a estação fria e as regiões polares eram cobertas por florestas frias a moderadas. No Cretácico superior as temperaturas subiram, a temperatura média a superfície Terrestre era 4°C acima da actual. Não existia gelo nos pólos, os dinossauros migravam entre as regiões quentes e as regiões moderadas/frescas conforme a estação do ano mudava, estas condições mantiveram-se constantes até praticamente o fim do período. Esta tendência para o clima se manter quente deveu-se essencialmente a intensa actividade vulcânica e a consequente produção de enormes massas de dióxido de carbono. Esta subida das temperaturas promoveu uma bastante significativa subida do nível dos oceanos. Estima-se que a temperatura media da superfície do mar rondava os 37°C e que as temperaturas das aguas profundas eram entre 15 a 20° C mais altas do que nos dias de hoje.
Evolução biológica/organismos
Como já foi referido foi neste período que surgiram as primeiras plantas com flor, as angiospermas. As angiospermas são o grupo de plantas mais diverso, distinguem-se por serem plantas com flor e por terem muitas vezes frutos, onde estão as suas sementes. A sua evolução e proliferação foram em parte sustentadas pelo aparecimento das primeiras abelhas. As angiospermas e os insectos são um bom exemplo de co-evolução, estes últimos sofreram uma diversificação durante este período, borboletas, gafanhotos e as primeiras térmitas apareceram nesta altura.
Os mamíferos eram ainda uma pequena parte da fauna no inicio do Cretácico, no entanto no decorrer do Cretácico Inferior os primeiros marsupiais foram evoluindo e no Cretácico Superior surgiram os primeiros mamíferos placentários. A fauna era dominada por répteis, na sua maioria dinossauros que tinham então atingido a sua maior diversidade.
No mar tornaram-se bastante comuns tubarões, raias e um dos maiores grupos de peixes, os teleósteos. Os ouriços e as estrelas-do-mar proliferaram também durante o Cretácico. Relativamente a organismos, um acontecimento importante foi a também proliferação das Diatomáceas, um tipo de fitoplâncton, organismos microscópicos que realizam a fotossíntese. Tornaram-se comuns crustáceos como as lagostas e ainda os corais modernos.
Extinção
Durante o Maastrichtiano, o ultimo andar do Cretácico Superior, deu-se o acontecimento que provocou a extinção dos dinossauros e outras especies, este está envolto em alguma controvérsia, a hipótese mais aceite é a queda de um meteorito que terá provocado uma enorme crise ecológica e consequente diminuição substancial da biodiversidade. A maioria das espécies que realizava fotossíntese diminuiu a sua população ou tornou-se mesmo extinta devido as partículas na atmosfera que bloqueavam a energia e luz solar. A maioria dos dinossauros era herbívoro, a inexistência de plantas provocou a sua extinção e consequente falta de alimento para os dinossauros carnívoros.
Geologia
Relativamente à geologia, o elevado nível eustático do mar e o clima quente levou a que uma grande parte do território continental fosse coberto por mares rasos e quentes, o que por sua vez levou à formação de grandes depósitos de calcário marinho. Os grandes depósitos de giz na Europa caracterizam também a geologia desta altura, aliás é de notar que o nome Cretácico provem do latim de giz. Foram formados também alguns xistos, especificamente no mar do Norte.
Referências bibliográficas: