sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cientistas identificam núcleo de átomo com formato de pera

Cientistas identificam núcleo de átomo com formato de pera

Geralmente, núcleo tem formato esférico ou ovalado.
Medição é feita por meio de radiação eletromagnética.


Núcleo de um isótopo de rádio-224 em formato de pera (Foto: LP Gaffney / Divulgação)Núcleo de um isótopo de rádio-224 em formato de pera (Foto: LP Gaffney / Divulgação)
Cientistas identificaram pela primeira vez um núcleo de átomo com o formato que se assemelha ao de uma pera. Embora a forma já tivesse sido prevista na teoria, ainda não havia evidências de nenhum átomo com esse formato – apenas de núcleos esféricos ou ovalados, com um formato que lembra uma bola de rúgbi.
Tudo que existe no Universo é feito de átomos, e eles são pequenos demais para que possamos vê-los. Para identificar o formato dos átomos, os cientistas usaram um acelerador de partículas e mediram os padrões da radiação eletromagnética.
O formato do núcleo de um átomo é determinado pela interação entre as partículas que o compõem – os prótons e os nêutrons. Quando a relação entre eles é bem equilibrada, o núcleo assume suas formas mais típicas – a esférica e a ovalada.
O núcleo em forma de pera, de acordo com a teoria, só ocorreria em átomos pesados e instáveis – como os de alguns elementos radioativos. É o caso dos elementos que foram usados na atual pesquisa: os isótopos de radônio-220 e de rádio-224.
A descoberta é importante para a física teórica, pois melhora a compreensão dos cientistas sobre a estrutura dos átomos. Segundo Christopher Lister, pesquisador da Universidade de Massachusetts, nos EUA, que escreveu um artigo comentando o avanço para a revista científica “Nature”, a evolução nos aceleradores e detectores de partículas deve levar a medições cada vez mais precisas dos átomos.
O estudo foi feito usando o acelerador Isolde, do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), e liderado por Liam Gaffney e Peter Butler, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Os resultados foram publicados pela revista científica “Nature”.

Fonte: g1.globo.com