segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pré-sal aumenta as reservas de Angola

Pré-sal aumenta as reservas de Angola

12/04/2013 13:20 (Economia) Exploração do crude em águas profundas e ultra-profundas faz crescer expectativas. As reservas provadas e prováveis de petróleo no país estão estimadas em 12.667 milhões de barris, em função das descobertas recentemente realizadas em águas rasas, em águas profundas e ultra-profundas.

Pré-sal aumenta as reservas de Angola
Exploração do crude em águas profundas e ultra-profundas faz crescer expectativas
As reservas provadas e prováveis de petróleo no país estão estimadas em 12.667 milhões de barris, em função das descobertas recentemente realizadas em águas rasas, em águas profundas e ultra-profundas.
A informação foi prestada pelo ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, no sétimo Fórum de Energia Germano-Africano que decorreu de segunda a terça-feira, em Hamburgo (Alemanha).
Ao falar na sessão reservada a Angola, Botelho de Vasconcelos sublinhou que a história do petróleo em Angola regista uma nova extensão exploratória, o “Pré-Sal”, com um sistema petrolífero activo através de duas descobertas, uma no Bloco 23, denominado Azul, e outra e outro com o nome de Cameia, no Bloco 21.
Em 2011, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) previu que as reservas petrolíferas de Angola iam registar uma redução de 20 por cento, atingindo os 10.470 milhões de barris.
No passado, a BP calculou o período de produção petrolífera no país para 50 anos, ao contrário das informações anteriores que apontavam para 20, como o tempo máximo das reservas petrolíferas de Angola.
O ministro dos Petróleos referiu que as prioridades para o período de 2013/2017 visam a manutenção de um equilíbrio entre as reservas e a produção, mediante a licitação de blocos e aplicação de novas tecnologias de exploração e produção, e concluir os projectos de desenvolvimento em curso, designadamente os satélites do Kizomba no Bloco 15, entre outros.
Alem disso, Angola pretende promover o investimento na pesquisa e produção de gás natural, dar início à produção de LNG, terminar a actual fase de teste da fábrica, incrementar a formação de angolanos com vista à sua integração no quadro de trabalho do sector e encorajar, e incrementar, o conteúdo nacional em segmentos do sector petrolífero, através de parcerias de empresas nacionais e estrangeiras.
Este programa, segundo o ministro, oferece um amplo leque aberto ao investimento privado estrangeiro e uma cooperação frutuosa e mutuamente vantajosa, tanto económica quanto no domínio da formação e investigação.
“Podíamos, para o efeito, estabelecer uma plataforma bilateral de intercâmbio para as nossas relações económicas, de que os hidrocarbonetos-incluindo o gás – fariam parte.
A ela juntávamos diversos aspectos da formação, investigação e os biocombustíveis”, afirmou
Na sua intervenção, perante uma plateia superior a 150 pessoas, com destaque para empresários, políticos, académicos, representantes de empresas prestadoras de serviços e jornalistas. Botelho de Vasconcelos recordou que ao tornar-se independente, a 11 de Novembro de 1975, Angola produzia cerca de 175 mil barris de petróleo por dia.
O sétimo fórum Internacional de Energia Germano-Africano abordou questões relacionadas com energias renováveis, petróleo e gás natural, novas tecnologias no sector energético, electricidade, transmissão e distribuição, formação de quadros, projectos no Upstream (exploração, desenvolvimento, produção e transporte) e no Downstream (distribuição e comercialização), fornecimento de energia às zonas rurais e oportunidades empresariais e de investimento, entre outros.
Durante a sessão reservada a Angola, o director Nacional dos Petróleos e Biocombustíveis, Amadeu Azevedo, dissertou sobre pesquisa, produção e os processos de contratação em Angola.
Além do ministro dos Petróleos, participaram no sétimo fórum sobre Energia Germano-Africano, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o Embaixador de Angola na Alemanha, Alberto Neto, e altos responsáveis do Ministério dos Petróleos e da Sonangol.
Fonte: Jornal de Angola