terça-feira, 8 de outubro de 2013

Geomorfologia Fluvial (3)



 Padrões de drenagem
 É o arranjo espacial dos canais fluviais que podem se influenciar em seus trabalhos morfogenéticos pela geologia, litologia e pela evolução geomorfológica da região em que se instalam.


 Drenagem = é o traçado produzido pelas águas fluviais, que modelam a topografia. O conjunto destes traçados de drenagem é o que dá os “padrões de drenagem”. A rede de drenagem ou rede hidrográfica não pode ser confundida com a bacia hidrográfica.

 São os seguintes os principais padrões de drenagem:

 Dentrítica - assemelha-se a galhos de árvores, ocorre em rochas de muita resistência;
 
 
 
 Retangular - é adaptada às condições estruturais e tectônicas que geram ângulos quase retos;
 
 
 Paralela - neste caso os rios são poucos ramificados, mantendo-se um certo espaçamento entre eles;
 
 
 
 Radial - os rios nascem em um região comum e dali partem para todas as direções. Se ocorrer ou contrário, ou seja, os rios se convergerem para uma região é chamada de radial centrípeta;
 
 
 
 Irregular - uma drenagem não-regularizada por estar em áreas de sedimentação recente.

                                                                             
  A drenagem de uma área é fortemente influenciada por dois fatores: climático e geológico, originando padrões de drenagem distintos na forma e na densidade. Por exemplo, em climas áridos, mas com uma estação curta de fortes chuvas, são comuns os rios anastomosados.
  A análise do traçado de drenagem em cartas ou em fotografias aéreas revela, em parte, a estrutura e a natureza das rochas e a própria tectônica. Assim, dentro do princípio causa e efeito, as regiões com rochas e solos associados impermeáveis, como os as ardósias, etc. apresentam drenagem densa com muitos riachos e córregos (águas pluviais escoam por inúmeros pequenos vales), e, pelo contrário áreas com rochas e solos associados permeáveis, como os arenitos, calcários, etc. apresentam drenagem rala e com poucos talvegues; vales retilíneos isolados podem retratar estruturas de fraturas e de falhas onde as rochas são fraturadas e muitas vezes moídas facilitando a penetração e percolação da água da chuva que altera mais rapidamente as rochas que são aí erodidas, formando o vale reto.
 
 A BACIA HIDROGRÁFICA
 

   
 Uma bacia hidrográfica é uma unidade fisiográfica, limitada por divisores topográficos, que recolhe a precipitação, age como um reservatório de água e sedimentos, defluindo-os em uma seção fluvial, denominada exutório (rio). Os divisores topográficos ou interflúvios são as cristas das elevações do terreno que separam a drenagem da precipitação entre duas bacias adjacentes.
 A bacia hidrográfica, associada a dada seção fluvial é individualizada pelos seus divisores de água e pela rede fluvial de drenagem; essa individualização pode se fazer por meio de mapas topográficos. Os divisores de água de uma bacia formam uma linha fechada, a qual é ortogonal às curvas de nível do mapa e desenhada a partir da seção fluvial do exutório, em direção às maiores cotas ou elevações. A rede de drenagem de uma bacia hidrográfica é formada pelo rio principal e pelos seus tributários (afluentes), constituindo-se em um sistema de transporte de água e sedimentos, enquanto a sua área de drenagem é dada pela superfície da projeção vertical da linha fechada dos divisores de água sobre um plano horizontal, sendo geralmente expressa em hectares (ha) ou em quilômetros quadrados (Km²), ou seja, uma bacia hidrográfica é bastante complexa, subdivide-se em canais cada vez menores de jusante para montante.
 Uma bacia hidrográfica é um sistema que integra as conformações do relevo e drenagem. A parcela da chuva que se abate sobre a área da bacia e que irá transformar-se em escoamento superficial, chamada precipitação efetiva, escoa a partir das maiores elevações do terreno, formando enxurradas em direção aos vales. Esses, por sua vez, concentram esse escoamento em córregos, riachos e ribeirões, os quais confluem e formam o rio principal da bacia. O volume de água que passa pelo exutório na unidade de tempo é a vazão ou descarga da bacia. Na sequência de um evento chuvoso significativo, a vazão que varia com o tempo de uma forma característica de cada bacia.
  Com base no escoamento temos:
 
 Bacias Exorréicas - quando a drenagem tem como fim o mar, ou seja a água e os sedimentos chegam ao mar;
 
 
 
 Bacias Endorréicas - quando a drenagem para numa depressão do terreno, num lago, ou dissipa-se em areias ou solo de um deserto, ou ainda é totalmente infiltrada num ambiente cárstico.