quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sequestro de carbono: a salvação pode estar nos basaltos



Desde a conferência de Quioto, em 1997, foi divulgado o conceito do sequestro de carbono. A ideia é tirar o CO2 da atmosfera e injetá-lo em rochas sedimentares porosas como os arenitos evitando, dessa forma, que o CO2 volte à atmosfera. A captura e a estocagem do CO2 passaram a ser debatidas nos meios científicos e consideradas por muitos, como uma solução mitigadora do aquecimento global. 
No entanto, os testes em arenitos, demonstraram o que era esperado: o CO2, após injetado, percola gradativamente pelos poros da rocha e acaba voltando à atmosfera. Essa constatação jogou um balde de água fria nos ânimos dos defensores do sequestro de carbono. 
Hoje, uma nova experiência em curso, pode demonstrar que o processo pode ser viável. 
É a estocagem de CO2 em rochas basálticas. 
O uso de basaltos ao invés de arenitos é preconizado por geólogos que acreditam que o CO2 irá reagir com o magnésio, cálcio e ferro, abundantes nos basaltos, formando carbonatos nos poros da rocha, que ficarão retidos na forma sólida e estável jamais retornando como gás à superfície. 
O primeiro experimento está ocorrendo nos Estados Unidos, em basaltos próximos de Wallula em Washington, onde foram injetados 1.000 toneladas de CO2 a 800m de profundidade. O CO2 será monitorado pelos próximos anos quando então será testada essa teoria. O monitoramento será feito em furos de sondagem. Segundo estudos de laboratório a transformação de CO2 em carbonatos deverá ocorrer em menos de 10 anos. 
A teoria tem seus céticos, como a Geóloga Susan Hovorka, especialista em sequestro de carbono, que acredita que o CO2 será diluído em águas subterrâneas e voltará à superfície e para a atmosfera com o tempo. 
Outros vão mais longe ainda e dizem que o aquecimento global está acabado ou acabando e que as emissões de CO2 não estão aumentando as temperaturas terrestres... 
Ainda vamos ver muitos desdobramentos dessa história.