quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cientistas descobrem nova espécie de peixe elétrico em rio da Guiana


Denominado 'Akawiao penak', peixe mede no máximo dez centímetros.
Animal representa um novo gênero, segundo pesquisadores.

Imagem mostra a nova espécie de peixe elétrico descoberta na Guiana (Foto: Javier Maldonado/AFP)Imagem mostra a nova espécie de peixe elétrico descoberta na Guiana (Foto: Javier Maldonado/AFP)
Um grupo internacional de cientistas descobriu uma nova espécie de peixe elétrico em um rio da Guiana, informou o coordenador da missão, o colombiano Javier Maldonado, que publicou a descoberta na revista científica "Zoologica Scripta".
O novo animal, denominado Akawiao penak, é um peixe de água doce, mede no máximo dez centímetros e difere de outros animais em seus ossos e na morfologia craniana, de acordo com Maldonado, cientista da Universidade Javeriana de Bogotá, especializado em peixes elétricos.
Para confirmar a descoberta, os pesquisadores analisaram o DNA e traçaram a árvore evolutiva deste peixe anguiliforme que habita o Rio Mazaruni. Assim, determinaram que o animal representa um novo gênero e, portanto, uma nova categoria taxonômica.
Maldonado explicou que o Akawiao penak pertence a um grupo de peixes popularmente conhecidos como "facas", pelo formato do corpo, ou elétricos, devido à capacidade de produzir e detectar campos elétricos, os quais usa para navegar, identificar objetos e se comunicar com outros peixes da sua espécie.
Estes peixes, que têm uma visão muito limitada e habitam zonas turvas do rio, produzem e detectam cargas elétricas, com as quais obtêm informações de seu entorno. "A maioria das descargas não são perceptíveis, isto é (os peixes) podem ser agarrados com a mão, já que a frequência é muito baixa. Não se pode vê-los, mas podem ser escutados, este som se grava", disse Maldonado.
As missões de explorações da equipe de pesquisa foram organizadas pelo Royal Ontario Museum, do Canadá, e a Universidade da Guiana, em Georgetown. "O fato de esta área ser tão remota e ter estado isolada tanto tempo indica que seja muito provável encontrar novas espécies", afirmou Nathan Lovejoy, membro da missão.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Geomorfologia da Bacia Hidrográfica


Para o cálculo da Área da bacia hidrográfica, procedemos ao cálculo por meio de dois métodos: O método do peso e o método das coordenadas onde o segundo foi obtido através do programa Autocad. Em seguida calculámos a média dos dois valores para assim eliminar possíveis erros nos dois métodos e assim obter-mos uma maior aproximação ao valor real (Cálculos).
Pelo método das coordenadas obtivemos: A=5,812 Km2
Pelo método do Peso obtivemos: A=5,833 Km2
Sendo portanto a média dos dois valores: A=5,823 Km2

O cálculo do perímetro foi efectuado pelo método das coordenadas (com o programa Autocad) pois manualmente seria muito trabalhoso e menos rigoroso. (Cálculos)O perímetro obtido foi: P=12,791 Km

O coeficiente de compacidade é a relação entre o perímetro P da bacia e a circunferência de um círculo igual à área da bacia A, de raio r:
O Coeficiente de Compacidade obtido foi de: KC=1,484

O factor de forma é um índice que exprime a maior ou menor tendência para enchentes numa bacia. Uma bacia com um factor de forma baixo tem menos tendência para cheias que uma bacia do mesmo tamanho, mas com um factor de forma superior.
O factor de forma kf é a relação entre a largura média e o comprimento mais longo L da bacia:
O comprimento mais longo L é a distância desde a secção considerada até à cabeceira mais distante da bacia.
Largura Média:

Coeficiente de Forma:

Kf=0,364

Um bacia compreende o rio principal e os seus tributários ou afluentes. A ordem dos rios é uma classificação que reflecte o grau de ramificação ou bifurcação dentro de uma bacia. Segundo Horton-Strahler, uma linha de água que não tenha tributários são considerados de 1ª ordem. Quando duas linhas de 1ª ordem se juntam passa a formar-se um rio de 2ª ordem. Dois rios de ordem n dão lugar a um rio de ordem n+1.
Após análise cuidada de todas as linhas de água existentes conclui-se que a nossa bacia é de 3ª ordem.

Padrão de drenagem
O padrão de drenagem é a forma que as linhas de água tomam.
O padrão de drenagem da bacia hidrográfica em estudo é do tipo dendrítica ou dendróide (fig. 1). Este tipo de drenagem é assim designado por se assemelhar a uma árvore (do grego dendros - árvore). Este tipo de drenagem desenvolve-se em rochas de resistência uniforme.
Fig. 1- Drenagem dendrítica

A magnitude dos picos da enchente, a maior ou menor oportunidade de infiltração e susceptibilidade para a erosão dos solos dependem da rapidez com que ocorre o escoamento sobre os terrenos da bacia.
O método utilizado para calcular a inclinação média das vertentes foi proceder ao cálculo da inclinação de 20 pontos aleatoriamente colocados na bacia e calcular a sua média. (Cálculos)
A valor obtido foi de:
I=35,5%
A análise do tipo de relevo da bacia hidrográfica é feita tendo em conta a inclinação média das vertentes. O valor obtido para a inclinação média das vertentes foi de I=35,5%, que se insere no intervalo de 20 a 50 % relativo ao tipo de relevo Montanhoso.
A curva hipsométrica é a representação gráfica do relevo de uma bacia. Representa o estudo da variação da elevação dos vários terrenos da bacia com referência ao nível médio do mar. Esta variação é representada por meio de um gráfico que mostra a percentagem da área de drenagem que existe acima ou abaixo das várias elevações.
A curva hipsométrica foi determinada através do cálculo das áreas entre as curvas de nível mestras (Cálculos).
Através da curva hipsométrica obtiveram-se os valores das alíneas que se seguem.
Altitude média
A altitude média observada na curva hipsométrica foi de 355 m
Altitude mediana
A altitude médiana observada na curva hipsométrica foi de 338 m


O rectângulo equivalente é uma forma de ajuizar a influência das características da bacia sobre o escoamento. O perímetro e a área são iguais ao da bacia.
formulas :
em que:
Kc = coeficiente de compacidade;
A = área da bacia;
P = perímetro da bacia.
Cálculos:
O rectângulo obtido foi o seguinte:

A drenagem desta bacia hidrográfica é superficial e vai desaguar à Ribeira de Alportel, logo é do tipo exoreica.

O índice pendente é a relação entre a diferença entre a cota máxima e mínima e o comprimento máximo L.

O centro de gravidade da bacia foi calculado em Autocad por ser um método de cálculo exacto.
Ao desenho obtido, sobrepôs-se à carta militar e marcou-se o centro de gravidade, obtendo assim as seguintes coordenadas UTM:
29S NB 988 177


O valor do CN corresponde ao valor do número de escoamento para regiões rurais.
Tendo em conta as características do solo, considerou-se que pertencia ao tipo C, e com capacidade de infiltração abaixo da média depois da pré- saturação.
Considerámos arbitrariamente as seguintes utilizações do solo:
Florestas abertas normais- 60%
Culturas arvenses segundo as curvas de nível - 15%
Zonas sociais rurais – 2%
Prado permanente – 15%
Rotações de cultura Segundo as curvas de nível e em terraços - 8%
Cálculos:
Valores corrigidos:
Para os cálculos adopta-se o valor de CN corrigido maior, neste caso:

Teste confirma produtividade de Farfan


petrobras-farfan1-sealA Petrobras informa a conclusão de teste de formação no poço 3-BRSA-1178D-SES (3-SES-176D), informalmente conhecido como Farfan 1, primeiro a avaliar a capacidade de produção da acumulação localizada na área da concessão BM-SEAL-11, bloco SEAL-M-426, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.
O teste avaliou 30 metros de formação de arenitos turbidíticos e confirmou as boas condições do reservatório apresentando excelente produtividade de óleo de boa qualidade (38º API).
O poço está localizado a 104 km da cidade de Aracaju, a cerca de 5 km do poço descobridor (BRSA-1083) e em profundidade de água de 2.476 metros.
Este teste de formação, realizado a 5.609 metros de profundidade, dá prosseguimento aos trabalhos realizados na área conforme nota divulgada ao mercado em 09 de agosto. A Petrobras dará continuidade às demais atividades assim que o Plano de Avaliação de Descoberta proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) for aprovado.
A Petrobras é a operadora do consórcio (60%) em parceria com a IBV-BRASIL (40%).

Nota sobre o pré-sal e o campo de Libra


O Pré-sal brasileiro foi descoberto pela Petrobras em 2007, abrindo enormes perspectivas para o segmento de petróleo e gás no Brasil. Com a evolução das avaliações, evidenciou-se que a região denominada Pré-sal se configurava em uma das maiores províncias petrolíferas mundiais.
Nessa província encontram-se as maiores descobertas realizadas no mundo nos últimos dez anos. As áreas de Libra, de Franco e o Campo de Lula, todas com volumes superiores a 8 bilhões de barris de óleo recuperáveis, não encontram concorrentes em termos de tamanho, entre as descobertas mundiais recentes. E o Pré-sal não se restringe a essas três grandes descobertas. O Campo de Sapinhoá, e as áreas Carcará, Peroba, Pau Brasil, Florim, Iara, entre outras, todas caracterizadas como descobertas gigantes, contribuem para caracterizar a região do Pré-sal como a maior província petrolífera descoberta nos últimos anos, no mundo.
A área de Libra, licitada nesta segunda-feira, é uma das maiores descobertas do Pré-sal. E é a certeza da existência de volumes recuperáveis de petróleo de grande monta que explicam o modelo de partilha e sua atratividade.
No Campo de Libra, devem ser produzidos entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo nos próximos 35 anos. Trata-se de óleo de excelente qualidade, com 27 graus API e baixo teor de enxofre.
Além do óleo, um volume estimado em 120 bilhões de metros cúbicos de gás natural deverá ser produzido na vigência do contrato, com parte desse volume sendo re-injetado, parte sendo consumido na geração de energia da plataforma e o restante sendo ofertado ao mercado.
A produção de Libra, ao atingir seu pico, alcançará 1,4 milhão de barris por dia e 40 milhões de metros cúbicos de gás natural, com 25 milhões de metros cúbicos diários sendo ofertados ao mercado. Apenas como referência, a produção total do País em 2013 deverá situar-se próxima a 2,1 milhões de barris diários de petróleo, de maneira que Libra representará, no seu pico, 67% de toda a produção atual do Brasil.
Além do volume de óleo a ser produzido, que contribuirá para elevar nossas exportações de petróleo e aumentar o saldo de nossa balança comercial, a política de conteúdo local irá assegurar que as plataformas a serem utilizadas para a produção desse petróleo, estimadas entre 12 e 18, serão confeccionadas no País, gerando emprego e renda localmente e contribuindo para o desenvolvimento tecnológico de nosso parque naval e de nossa indústria fornecedora de bens e serviços.
E não serão apenas as plataformas, mas todos os demais equipamentos associados à produção, como equipamentos submarinos, linhas de produção, gasodutos, barcos de apoio, etc, todos sendo produzidos com conteúdo local.
A área de Libra não deverá produzir apenas esses benefícios diretos, como elevação do saldo de nossa balança comercial, aumento das demandas direcionadas à nossa indústria e elevação do Brasil à condição de grande exportador mundial de petróleo.

Os royalties a serem pagos na produção de Libra, cuja destinação será de 75% para a educação e de 25 % para a saúde, deverão totalizar, ao longo dos 35 anos do contrato, algo como R$ 270 bilhões, contribuindo para transformar o País em algo muito melhor do que é hoje. E não é apenas isso. A parcela do excendente em óleo que ficará com a União, deverá propiciar investimento de R$ 368 bilhões em saúde e educação.
Igual montante deverá ser destinado ao Fundo Social, cujos rendimentos deverão ser aplicados no combate a pobreza, na ciência e na tecnologia, no meio ambiente, no esporte, na cultura e na mitigação das mudanças climáticas.
Como se observa, Libra produzirá uma pequena revolução, para o bem, em nosso País. E repito, Libra é apenas a primeira área do Pré-sal a ser licitada sob o modelo de partilha.
Muitos têm falado que a licitação de Libra vai contra o interesse nacional. Que licitar Libra é privatizar o Pré-sal brasileiro, beneficiando as empresa multinacionais. Nesse sentido, é importante destacar que o Governo brasileiro não tem nada contra empresas brasileiras ou estrangeiras que queiram investir no Brasil, gerando empregos e renda localmente. Mas o Pré-sal, e em especial Libra, não está sendo privatizado.O excedente em óleo de 41,65% obtido no leilão vai propiciar 75% da renda a ser produzida pelo Campo de Libra para o Estado Brasileiro.
Desse percentual – 75% - correspondem:
  • a soma do Bônus de assinatura, que deverá ser de R$ 15 bilhões, pagos na assinatura do contrato;
  • os royalties a serem pagos pelas empresas por conta da produção de óleo e de gás, que, conforme já mencionado deverão totalizar R$ 270 bilhões;
  • o excedente em óleo devido à União, que será de 41,65%, ou seja, aproximadamente R$ 736 bilhões, e
  • o imposto de renda a ser pago pelas empresas petroleiras, correspondente a 34% do lucro que auferirem com essa produção.
Mas a renda destinada ao Brasil não irá se restringir a esses 75%. Isso porque a Petrobras, empresa brasileira da qual muito nos orgulhamos, será a operadora do Campo de Libra e deterá 40% do consórcio a ser estabelecido. Assim o Estado Brasileiro e suas empresas deterão 85% de toda a renda a ser produzida pelo Campo de Libra (75% diretamente pelo estado Brasileiro + 40% de 25% destinado às empresas).
Em resumo, o leilão de Libra representa um marco na história do Brasil. Os benefícios trazidos ao País pela produção dessa, que será apenas a primeira grande jazida a ser colocada em produção sob o regime de partilha, certamente, contribuirão para que tenhamos condições de transformar nossa sociedade, construindo um País com mais justiça social e melhor distribuição de renda, por meio de uma educação mais eficiente e igualitária.
A maior parte da riqueza a ser produzida por Libra ficará com o Brasil.
Mas, as empresas que forem parceiras do Brasil nessa empreitada também irão se beneficiar, ao produzir riqueza e, com isso, obter lucros compatíveis com os riscos e com os investimentos que estarão realizando no País.

Não vemos as empresas petroleiras como agentes que busquem se locupletar de nossas riquezas minerais, mas como parceiras que pretendem investir no País, gerar empregos e renda e, naturalmente, obter lucros com esses investimentos.
Caminhamos em direção a um futuro no qual a riqueza finita do petróleo será transformada na infinita riqueza da educação de qualidade para a população brasileira.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Brasil fez a maior descoberta científica do mundo para o ano 2011

A pesquisa é sobre um tratamento de HIV, que previne a transmissão entre casais

Brasil faz a maior descoberta científica do mundo em 2011
O Brasil fez a maior descoberta do mundo em 2011, de acordo com a revista norte-americana Science, uma das mais prestigiadas publicações científicas.
A Science elaborou um ranking das dez inovações do ano passado e a campeã foi a pesquisa HPTN 052, realizada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre – RS.
Coordenada pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), no Rio de Janeiro, a descoberta é um tratamento de HIV que previne a transmissão entre casais.
O estudo pioneiro demonstrou que se o indivíduo com Aids adere a um esquema eficaz de terapia antirretroviral, o risco da transmissão do vírus ao parceiro sexual sem infecção pode ser reduzido em até 96%.
A pesquisa brasileira teve início em 2005 e contou com a participação de 1.763 casais de diversos países, todos sorodiscordantes (quando um é soropositivo e o outro não possui a doença).


Maiores descobertas de 2011

1°. Tratamento de HIV que previne a transmissão entre casais
2°. Nave espacial japonesa que trouxe dados para explicar a fonte dos meteoritos que atingem a Terra
3°. A descoberta que seres humanos carregam variações de DNA herdadas de outros hominídeos
4°. O acesso à estrutura essencial para a vida na Terra: de uma proteína usada para a fotossíntese das plantas
5°. Descoberta de duas nuvens de gás hidrogênio no espaço, que parecem ter mantido a química original de dois bilhões de anos
6°. Descoberta que seres microscópios que vivem no corpo humano se dividem em três tipos
7°. Vacina promissora contra a malária
8°. Descoberta de um gigante gás aprisionado em uma órbita estranha, com outros planetas, totalmente diferente do sistema solar
9°. A criação artificial de estruturas porosas de minerais zeólitas, permitindo a criação de membranas mais finas e baratas
10°. Experimentos mostraram que a limpeza de células envelhecidas de camundongos prolongou a vida desses animais.

Mineração a Laser

A exploração intensa e crescente de minérios tem gerado a necessidade de se procurar esse recurso em profundidades cada vez maiores. Essa dificuldade leva empresas internacionais da área de mineração a investir grandes somas no desenvolvimento de novas tecnologias para perfurar rochas. Uma das mais promissoras ferramentas em estudo é o laser. No Brasil, a Vale financia um projeto nessa linha, realizado por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Iniciado em 2010, o trabalho tem o objetivo de desenvolver uma tecnologia nacional, utilizando luz laser de alta potência para aplicação nas indústrias de mineração e petróleo. O grupo de pesquisa da PUC-Rio, coordenado pelo engenheiro mecânico Arthur Martins Barbosa Braga, estuda o uso de lasers para perfuração de rochas desde 2008 e duas patentes já foram depositadas no Brasil e exterior.
"Percebemos que desenvolvimentos importantes na área, particularmente de diodos de alta potência, fibras ópticas especiais e lasers a fibra, poderiam viabilizar o uso dessas tecnologias para perfuração", conta Braga. "Estão no mercado lasers a fibra com potência de dezenas de quilowatts. Ao mesmo tempo, os de diodo têm se tornado mais eficientes e compactos, com baixíssimas relações entre volume e potência." Esses dois tipos de lasers de alta energia podem, em princípio, ser transmitidos por vários quilômetros, no interior de uma fibra óptica. Segundo Braga, ainda existem alguns problemas tecnológicos a serem resolvidos, devido a efeitos não lineares que atrapalham a propagação da luz de alta potência nos núcleos de fibras de sílica. Mas progressos acontecem nas áreas de conectores e fibras ópticas especiais, que em breve poderão resolver essa dificuldade.
Outra possibilidade é a utilização de lasers de diodo compacto, de alta potência (alguns quilowatts), passível de transmissão por fibras ópticas com diâmetros compatíveis com as colunas de perfuração. As duas alternativas estão sendo exploradas no projeto da PUC-Rio, patrocinado pela Vale e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A ênfase da primeira fase das pesquisas foi colocada nos mecanismos de interação entre os diferentes tipos de rocha e a luz laser de alta potência. O estudo investigou os regimes de operação, faixas de potência, comprimentos de onda da luz compatíveis com as aplicações e limitações impostas pelo ambiente operacional da perfuração. Os pesquisadores montaram um equipamento para testes e desenvolvem um projeto conceitual de um protótipo. Os resultados da primeira fase do projeto também incluem uma melhor compreensão dos processos de interação entre a luz laser e as rochas.
Quando estiver pronta, a nova ferramenta deverá substituir os meios mecânicos empregados atualmente. O lançador será introduzido na rocha a ser perfurada até a profundidade necessária, que pode ser de alguns quilômetros a partir da superfície. Segundo o pesquisador da PUC-Rio, as primeiras propostas de utilização de lasers para perfuração de rochas e solos surgiram na década de 1970, mas apenas no final dos anos 1990 é que a tecnologia começou a se tornar viável. Foi quando surgiram os lasers de alta potência, desenvolvidos para o programa Strategic Defense Initiative, mais conhecido como Guerra nas Estrelas, concebido nos Estados Unidos nos anos 1980. Nos últimos anos desse século novos desenvolvimentos na área de fotônica começaram a tornar possível a utilização de lasers para perfuração fora dos laboratórios.

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Vantagens imediatas

De acordo com Braga, os avanços recentes foram significativos. "Hoje várias tecnologias – baseadas em semicondutores, fibra óptica e lasers compactos de alta potência – se mostram maduras o suficiente para a perfuração de rochas", diz. As vantagens dessa tecnologia sobre os sistemas mecânicos são muitas, como perfurar diâmetros com maior precisão e aumentar e melhorar a taxa de penetração, que pode ser de 10 a 100 vezes maior do que as obtidas com as técnicas convencionais. Além disso, com o laser é possível perfurar rochas e metais com diferentes composições sem a necessidade de substituir a broca. Outra vantagem é o menor número de partes mecânicas móveis presentes no sistema, o que reduz os custos com manutenção. "É possível ainda manter maior controle da profundidade, diâmetro e direção de perfuração", acrescenta Braga.
Esse projeto em parceria com a PUC-Rio é apenas um no qual a Vale investe. De 2009 a 2012, a empresa aplicou R$ 402 milhões em projetos, dos quais R$ 338 milhões com recursos próprios e R$ 64 milhões de parceiros externos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), CNPq e Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Os investimentos
contemplam 161 projetos e 821 bolsas de pesquisa no Brasil e no exterior. Esses projetos são realizados dentro do conceito
de inovação aberta que permitiu à mineradora atrair e acessar recursos por meio de parcerias. Há boas razões para a empresa investir em pesquisa e desenvolvimento. "Os minérios, hoje, têm teores do elemento químico de interesse muito abaixo do que tinham 20 ou 50 anos atrás", explica Luiz Eugênio Mello, diretor do Instituto Tecnológico da Vale (ITV). "E daqui a 10 ou 50 anos
eles vão ser muito menores do que são hoje, daí a necessidade de investir mais em tecnologia."

Petrobras conclui perfuração de terceiro poço na área de Júpiter


Este é o terceiro poço perfurado na área de Júpiter e sua perfuração comprovou uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 160 metros, a partir de 5.322 metros de profundidade, com rochas com boas condições de porosidade e permeabilidade. Além da capa de gás e condensado o poço constatou uma coluna de petróleo de cerca de 100m de espessura.
Está previsto um teste de formação na zona portadora de petróleo para verificar as suas características e a produtividade dos reservatórios.
O poço está localizado 26 km a nordeste do poço descobridor (1-RJS-652A), conhecido como Júpiter, que, conforme divulgado em 21 de janeiro de 2008, identificou a presença de uma grande jazida de gás (gás natural e CO2), condensado e petróleo.
As amostras coletadas do novo poço confirmaram tratar-se dos mesmos fluídos constatados no poço pioneiro 1-RJS-652A e no poço de extensão 3-RJS-683A.
O novo poço tem profundidade final de 5.765 metros e está localizado a 267 km do litoral do Rio de Janeiro em profundidade de água de 2.251 metros.
O Consórcio dará continuidade às atividades previstas no Plano de Avaliação de Descoberta aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Petrobras é a operadora do consórcio (80%), em parceria com a Petrogal Brasil (20%).

Fonte: Geofisica Brasil.