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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Modelo de descrição de testemunho de sondagem

Figura – Modelo de descrição de Testemunho de sondagem
utilizado pela RTZ, no Projeto Bonfim, Lajes/RN. Compilada
parcialmente da RTZ.

Esquema de sondagem a percussão com circulação de água

Figura (B) -  Sondagem a Percussão com circulação de água e os seguintes equipamentos: 
1– Roldana; 2 - Cabo de Aço; 3 - Alavanca do Engate de Redução;
4 - Engate de Redução; 5 - Eixo de Transmissão; 6 – Mancal; 7 –
Manivela; 8 - Pernas com escada; 9 - Cone para apoio das pernas;
10 – Pernas Simples; 11 – Mangueira de Recalque; 12 – Mangote de
Sucção. Baseada em Maranhão 1982


Esquema geral de um sistema de sondagem a percussão

Figura (A) - Esquema Geral de Sondagem a Percussão;

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Petrobras descobre indício de petróleo em Tupi NE (Brasil)



A Petrobras comunicou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) a descoberta de indícios de hidrocarbonetos de petróleo na perfuração de um poço na área batizada como Tupi Nordeste (NE), no pré-sal da Bacia de Santos. A área está incluída no contrato de cessão onerosa.

O nome do poço perfurado é 3BRSA1201RJS e ele tem lâmina d'água de 2.131 metros. O poço em questão, identificado com o código 3, é um '"exploratório de extensão", que visa delimitar a acumulação de petróleo em um reservatório.

Graça Foster, presidente da Petrobras, afirmou recentemente que a companhia está pronta para discutir com os ministérios da Fazenda e Minas e Energia as datas para declaração de comercialidade dos campos concedidos no regime de cessão onerosa.

No processo de capitalização da Petrobras, concluído em setembro de 2010, Tupi NE foi o quarto maior reservatório adquirido, dos sete que fizeram parte do contrato, atrás de Franco, Iara e Florim. Em contrato firmado com a ANP, as reservas de óleo e gás de Tupi NE foram estimadas em 427,78 milhões de barris de óleo equivalente (BOE).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pluspetrol Angola iniciou exploração de petróleo em terra na província de Cabinda


Exploração foi iniciada em 20 de Novembro de 2013.

A extracção de petróleo e de gás natural em terra na província de Cabinda teve início terça-feira num bloco operado pela empresa Pluspetrol Angola, subsidiária do grupo petrolífero argentino Pluspetrol, informou a agência noticiosa Angop.

Ruben Alvarado, director-geral de operações da Pluspetrol, disse que o grupo tem grande experiência na extracção de petróleo em terra, operando nesta precisa actividade em diversos pontos do globo, nomeadamente na selva amazónia do Peru.

Em Cabinda, concretamente na zona sul da cidade capital, a Pluspetrol Angola detém uma participação de 55% e a licença de operação do bloco Cabinda Sul.

A empresa prevê produzir, até final do ano, 7 mil barris por dia nos 10 poços activos, dispondo de uma oleoduto com uma extensão de 27 quilómetros para transporte da produção do campo Castanha/Coco até ao terminal do Malongo onde se encontra o terminal de petróleo para exportação.

Ruben Alvarado disse ainda que além do Campo Castanha/Coco, existe também outro projecto que se centrará na produção de gás para fornecimento à central do Malembo. que produz energia eléctrica para a cidade de Cabinda e vila de Landana.

O grupo argentino investiu neste projecto 60 mil milhões de kwanzas (458 milhões de dólares), no período compreendido entre 2005 e 2013, para prospecção, desenvolvimento e produção. (macauhub)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Utilização de Diamantes na Perfuração de Poços de Petróleo




Até a década de 1900, a maioria dos poços petrolíferos era criada utilizando brocas de percussão — tecnologia já utilizada pelos chineses em 1100 a.C e ainda um método muito popular de perfuração para obtenção de água. Uma broca de percussão é uma haste com um pedaço pesado de metal na ponta. Ela é levantada e solta repetidas vezes dentro de um orifício, aumentando gradualmente sua profundidade. Vários homens trabalhando juntos muitas vezes levaram anos para fazer um único poço dessa forma. Hoje em dia o trabalho é normalmente feito com máquinas.

Ao longo dos séculos 19 e 20, melhorias na tecnologia do aço trouxeram brocas de perfuração rotativas que poderiam perfurar rapidamente rochas moles até o fim. Até mesmo em rochas moles, o aço pode se desgastar muito rápido, por isso geralmente é coberto com inserções, ou uma completa camada externa, de carbureto de tungstênio, que é mais frágil que o aço, mas tem maior resistência à erosão. Se isso não for suficiente, são adicionados diamantes sintéticos, mas as rochas mais duras só podem ser perfuradas com a ajuda de diamantes de verdade.




Esquerda: Uma broca de perfuração e o sistema de direção sendo preparados para perfurar.

Direita: São perfurados poços que passam pelas camadas rochosas em direção às reservas de petróleo e gás.








Essa broca perfura rochas duras utilizando diamantes naturais colocados em fileiras em lâminas de carbureto de tungstênio


O diamante, o material mais resistente já encontrado, é 10 vezes mais duro que o aço, 2 vezes mais duro e 10 vezes mais resistente ao desgaste do que o carbureto de tungstênio, e tem uma força de compressão 20 vezes maior do que o granito.

A primeira vez que geólogos usaram diamantes naturais para perfuração foi por volta de 1910 em brocas de sondagem para escavação que perfuravam orifícios em forma de rosca e extraíam colunas de rocha para análise. Diamantes foram inseridos pela primeira vez em brocas de orifício inteiro para poços petrolíferos no início da década de 1920 e são amplamente usados hoje. Brocas de diamante natural usam pedras naturais de qualidade industrial, não preciosas, que são trituradas e procesadas para produzir tamanhos específicos e formas arredondadas regulares.





Esta broca tem lâminas de carbureto de tungstênio impregnadas com minúsculos grânulos de diamantes, que permitem a perfuração de rochas muito duras. Como o carbureto de tungstênio se desgasta na superfície de corte, grânulos de diamante desgastados caem e os grânulos novos ficam expostos.








Esse homem está segurando uma inserção de PDC com pinças.








Os discos pretos na extremidade cortante das lâminas dessa broca de perfuração são inserções de PDC.




Os diamantes naturais se formam na profundidade da Terra sob calor intenso e pressão extrema por milhares de anos. No início da década de 1970, a empresa norte-americana General Electric desenvolveu um processo para fazer diamantes sintéticos. Finas camadas circulares alternadas de grafite de carbono e cobalto são empilhadas em pequenas latas e pressionadas a 2 milhões de psi [13.733 MPa] e depois aquecidas a 2732°F [1500°C] por cinco minutos. Esse processo cria pequenos cristais de diamante sintético que se ligam e formam o compacto de diamante policristalino (PDC). Ao contrário dos diamantes naturais, os cristais individuais são muito pequenos para perfurar rochas duras. Em vez disso, as inserções de PDC são incorporadas nas bordas de brocas para perfurar a rocha — como se fosse uma lixa extemamente dura.

Muitas brocas de perfuração incluem uma combinação de aço, carbureto de tungstênio, PDC e diamante em suas extremidades cortantes e perfurantes. Há uma grande variedade de combinações, projetadas para perfurar com mais eficiência diferentes tipos de rocha.




Esquerda: Essa broca de perfuração "híbrida" contém tanto inserções de PDC cortantes como pinos impreganados de diamante. Essa visualização também mostra os bicos entre as lâminas na extremidade da broca. Uma lama especial é bombeada através desses bicos para resfriar a broca e retirar os pedaços de rocha das extremidades cortantes, desde o orifício até a superfície, onde são analisadas por geólogos.



Abaixo, à esquerda: As brocas de cone cilíndrico possuem cones metálicos que giram independentemente. Cada cone tem dentes feitos de aço endurecido, carbureto de tungstênio, PDC, diamantes ou uma combinação deles.

Abaixo, à direita: A vista lateral de uma broca de cone cilíndrico mostra PDC e diamantes inseridos em todas as partes expostas da broca, além de dentes cortantes. Eles serverm para reduzir o desgaste quando se perfuram rochas muito abrasivas.

Brocas de perfuração Close de parte de uma broca de de perfuração

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Perfil sísmico vertical,






 
Diagrama de configuraciones VSP

1. S. [Geofísica]
 
Uma classe de sísmica de poço usado para correlação com dados sísmicos de superfície para obter imagens de alta resolução da superfície de imagem sísmica para observar à frente do bit, também chamada de VSP. Facilmente definido, VSP refere-se a medidas tomadas em um eixo vertical, utilizando geofones no interior e uma fonte na superfície perto do poço. Em um contexto mais geral, VSPs variar na configuração bem, o número ea posição de fontes e geofones, e como eles são implantados. A maioria dos VSPs usar uma fonte sísmica de superfície, geralmente um vibrador em terra e um canhão de ar em ambientes marítimos ou marinha. Os VSPs incluem os seguintes perfis verticais sísmicas: sem deslocamento lateral da fonte (deslocamento zero), com o deslocamento lateral da fonte, o deslocamento lateral sucessivo da fonte, compensado fonte e proximidade destinatário sal VSPs, VSPs e VSPs de ondas de cisalhamento utilizando o ruído da broca e fonte sísmica ou os traços sísmicos adquiridos durante a perfuração. A VSP é uma pesquisa muito mais detalhada com um levante disparos de velocidade, pois os geofones são mais fechados, com um espaçamento regular de cerca de 25 m [82 pés], enquanto a primeira pode incluir medidas de intervalo com um espaçamento de centenas de metros. Por outro lado, uma VSP utiliza a energia reflectida contido no rastreio registada em cada posição do receptor, além do primeiro caminho directo entre a fonte e o receptor. Levantamento fotografias de teste de velocidade usando apenas o tempo de viagem do caminho direto. Além de dados correlacionam-se bem com os dados sísmicos, perfil sísmico vertical permite a conversão de dados sísmicos em diferenciação de fase zero e reflexões relativo ao colector.
Alternativa VSP Form ::

TIPOS DE PLATAFORMAS DE PETRÓLEO



Olá amigos! Hoje, com essa matéria, quero dividir um pouco do que aprendi sobre o assunto. E, para isso, vou mostrar para todos vocês quais são os tipos de plataformas de petróleo existentes até agora, que eu conheça, é claro. Se vocês souberem de algum tipo novo e que não se encontra aqui na matéria do dia, vocês podem enviar a informação via comentário ou via e-mail, o que é ainda melhor.

Enfim, espero que gostem do post do dia e que ele seja de grande ajuda, principalmente para os interessados no assunto diretamente. Boa leitura e bom aprendizado.
Tipos de Plataformas



De acordo com a finalidade que se destina e a profundidade da lâmina d’água em que irá atuar, as plataformas podem ser:

Plataformas Fixas: têm sido as preferidas nos campos localizados em lâminas d’água de até 200 metros. Geralmente as plataformas fixas são constituídas de estruturas modulares de aço, instaladas no local de operação sob estruturas chamadas jaquetas, presas com estacas cravadas no fundo do mar. As plataformas fixas são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de pessoal, bem como todas as instalações necessárias para a produção dos poços. Não tem capacidade de estocagem de petróleo ou gás, tendo o mesmo que ser enviado para a terra através de oleodutos e gasodutos.

Dimensões gerais de uma plataforma fixa
Altura total: 400m ( do fundo do mar até a torre )
Parte submersa: 170m
Parte emersa: 130m
Altura da torre: 80m
Estacas: Penetram até 125m abaixo do fundo do mar
Peso total da plataforma (seca): cerca de 36.500 ton
Peso da jaqueta: 26.700 ton
Peso das estacas: 11.250 ton














Plataformas Autoeleváveis: Só podem existir em águas rasas (até 90 metros). As plataformas auto-eleváveis são dotadas de três ou mais pernas com até 150 metros de comprimento. Essas pernas se movimentam verticalmente através do casco. No local da perfuração, as pernas descem até o leito do mar e a plataforma é erguida, ficando a uma altura adequada, acima das ondas. Terminada a perfuração, as pernas são suspensas e a plataforma está pronta para ser rebocada. Existem poucas de produção: as plataformas de perfuração são em maior número.








Ainda não posso postar as dimensões deste tipo de plataforma. Logo quando eu tiver essa informação estarei postando na página. Vamos à próxima?






Plataforma de pernas atirantadas (Tension-Leg Plataform – TLP): é uma estrutura flutuante ancorada verticalmente. É especialmente utilizada em casos de reservatórios de mais de 300 metros de profundidade. São unidades flutuantes utilizadas para a produção de petróleo. Sua estrutura é bastante semelhante à da plataforma semissubmersível. Porém, sua ancoragem ao fundo mar é diferente: as TLPs são ancoradas por estruturas tubulares, com os tendões fixos ao fundo do mar por estacas e mantidos esticados pelo excesso de flutuação da plataforma, o que reduz severamente os movimentos da mesma. Desta forma, as operações de perfuração, completação e produção das TLPs são semelhantes às executadas em plataformas fixas.















Plataformas Semissubmersíveis (Semi-Sub Plataform): são compostas de uma estrutura de um ou mais conveses, apoiada em flutuadores submersos. Uma unidade flutuante sofre movimentações devido à ação das ondas, correntes e ventos, com possibilidade de danificar os equipamentos a serem descidos no poço. Por isso, torna-se necessário que ela fique posicionada na superfície do mar, dentro de um círculo com raio de tolerância ditado pelos equipamentos de subsuperfície. Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamento da unidade flutuante: o sistema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico. O sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos e/ou correntes, atuando como molas que produzem esforços capazes de restaurar a posição do flutuante quando é modificada pela ação das ondas, ventos e correntes. No sistema de posicionamento dinâmico, não existe ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto a dos equipamentos de perfuração. Sensores acústicos determinam a deriva, e propulsores no casco acionados por computador restauram a posição da plataforma. As plataformas semi-submersíveis podem ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade, sendo as preferidas para a perfuração de poços exploratórios.














Navios-sonda: O navio sonda (Drill Ship) SC Lancer é equipado com sistema de posicionamento dinâmico e tem capacidade para perfurar poços de até 6.000m de profundidade, em lâmina d’água máxima de 1.500m. O SC Lancer vem, desde 1990, realizando serviços de perfuração e manutenção de poços para a Petrobrás, em alguns dos principais campos da Bacia de Campos, como Marlim e Albacora. Neste mercado de alta tecnologia e bastante competitivo, o SC Lancer tem, nos últimos anos, apresentado uma das melhores performances operacionais entre os navios atualmente em atividade no Brasil.




















Sistemas flutuantes de produção (FPS - Floating Production Systems): São navios, em geral de grande porte, com capacidade para produzir, processar e/ou armazenar petróleo e gás natural, estando ancorados em um local definido. Em seus conveses, são instaladas plantas de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo produzido pode ser armazenado nos tanques do próprio navio e/ou transferido para terra através de navios aliviadores ou oleodutos. O gás comprimido é enviado para terra através de gasodutos e/ou reinjetado no reservatório. Hoje temos um novo conceito de FPSO que é uma plataforma com formato circular, este formato é revolucionário, pois traz maior estabilidade e menor custo de construcão podendo assim viabilizar campos petrolíferos de baixa produção em águas profundas ou em ambientes oceânicos severos, essas plataformas podem ser ancoradas ou com sistema DP(Dynamic Positioning) onde ela dispensa o sistema tradicional de ancoragem permanecendo estacionária através do uso de propulsores comandados por computadores e usando informações de posição através de sistemas GPS.







Os principais tipos de FPS são:
FPO – As FPOs (Floating Production and Offloading)- são Unidades Flutuantes de Produção e Descarga.

FPSO – As FPSOs (Floating Production, Storage and Offloading)- são Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga.

FSU – As FSUs (Floating Storage Unity)- são Unidades Flutuantes de Armazenamento.


As maiores FPS`s têm capacidade de processo em torno de 200 mil barris de petróleo por dia, com produção associada de gás de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos por dia.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Recursos Energéticos Fósseis

A natureza oferece uma série de recursos indispensáveis ao homem, entre eles podemos citar os minerais. Os recursos minerais foram extraídos de maneira mais intensa a partir da Primeira Revolução Industrial. Uma vez que para o funcionamento da indústria era preciso ter abundância de matéria-prima e energia, logo nesse seguimento de produção, os recursos mais utilizados são os minérios, que podem ser renováveis e não renováveis e metálicos ou não metálicos.
Os minerais fósseis são de origem orgânica, tiveram a sua utilização difundida a partir da Revolução Industrial com a invenção da máquina a vapor, que era movida a carvão mineral, de origem fóssil. Em geral, esses minerais têm o seu uso vinculado à produção de energia, da maneira que a movimenta, além de máquinas, aviões, carros, caminhões, entre outros. Os recursos energéticos fósseis possuem outros usos, pois são agregados na produção de inúmeros produtos.
Os principais são: petróleo e carvão. Esses são de importância fundamental para o desenvolvimento de qualquer nação, tendo em vista que países desprovidos de tais recursos enfrentam muitas dificuldades nos seguimentos industriais, comerciais e agrícolas.
O petróleo formou-se há milhões de anos, a partir de matéria orgânica (restos de animais, vegetais e microrganismos) que se armazenaram no fundo dos oceanos. Por causa da temperatura e da pressão sofrida, a matéria orgânica transformou-se num líquido viscoso, de coloração escura.
Esse importante recurso mineral é extraído todos os dias em várias partes do mundo, a unidade de medida usada é o barril, que equivale a 159 litros de petróleo. Após a extracção do petróleo do subsolo ou do fundo do mar, ele é transportado para as refinarias, onde o minério bruto é beneficiado e transformado em produtos como: gasolina, óleo diesel e querosene. A partir do petróleo são fabricados ainda: plásticos, borrachas sintéticas, asfalto, fertilizantes, fibras e muitos outros.
O carvão formou-se há milhões de anos através da decomposição de matéria orgânica (vegetais e animais) que transformou-se face à abundância em carbono, um elemento rochoso, o próprio carvão mineral. Uma das principais utilizações desse minério é de servir de energia em fornos siderúrgicos, nos quais é produzido o aço. O carvão também é agregado no fabrico de corantes, insecticidas, plásticos, medicamentos, entre outros.

Reflexão:
Os recursos energéticos fosseis são extremamente importantes para o dia a dia do ser humano. A sua exploração é demasiada, mas a utilização de energias renováveis ajuda que estes recursos sejam conservados e se prolonguem anos e mais anos.

Fonte: Blogger "O mundo da Geologia"

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Teste confirma produtividade de Farfan


petrobras-farfan1-sealA Petrobras informa a conclusão de teste de formação no poço 3-BRSA-1178D-SES (3-SES-176D), informalmente conhecido como Farfan 1, primeiro a avaliar a capacidade de produção da acumulação localizada na área da concessão BM-SEAL-11, bloco SEAL-M-426, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.
O teste avaliou 30 metros de formação de arenitos turbidíticos e confirmou as boas condições do reservatório apresentando excelente produtividade de óleo de boa qualidade (38º API).
O poço está localizado a 104 km da cidade de Aracaju, a cerca de 5 km do poço descobridor (BRSA-1083) e em profundidade de água de 2.476 metros.
Este teste de formação, realizado a 5.609 metros de profundidade, dá prosseguimento aos trabalhos realizados na área conforme nota divulgada ao mercado em 09 de agosto. A Petrobras dará continuidade às demais atividades assim que o Plano de Avaliação de Descoberta proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) for aprovado.
A Petrobras é a operadora do consórcio (60%) em parceria com a IBV-BRASIL (40%).

Nota sobre o pré-sal e o campo de Libra


O Pré-sal brasileiro foi descoberto pela Petrobras em 2007, abrindo enormes perspectivas para o segmento de petróleo e gás no Brasil. Com a evolução das avaliações, evidenciou-se que a região denominada Pré-sal se configurava em uma das maiores províncias petrolíferas mundiais.
Nessa província encontram-se as maiores descobertas realizadas no mundo nos últimos dez anos. As áreas de Libra, de Franco e o Campo de Lula, todas com volumes superiores a 8 bilhões de barris de óleo recuperáveis, não encontram concorrentes em termos de tamanho, entre as descobertas mundiais recentes. E o Pré-sal não se restringe a essas três grandes descobertas. O Campo de Sapinhoá, e as áreas Carcará, Peroba, Pau Brasil, Florim, Iara, entre outras, todas caracterizadas como descobertas gigantes, contribuem para caracterizar a região do Pré-sal como a maior província petrolífera descoberta nos últimos anos, no mundo.
A área de Libra, licitada nesta segunda-feira, é uma das maiores descobertas do Pré-sal. E é a certeza da existência de volumes recuperáveis de petróleo de grande monta que explicam o modelo de partilha e sua atratividade.
No Campo de Libra, devem ser produzidos entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo nos próximos 35 anos. Trata-se de óleo de excelente qualidade, com 27 graus API e baixo teor de enxofre.
Além do óleo, um volume estimado em 120 bilhões de metros cúbicos de gás natural deverá ser produzido na vigência do contrato, com parte desse volume sendo re-injetado, parte sendo consumido na geração de energia da plataforma e o restante sendo ofertado ao mercado.
A produção de Libra, ao atingir seu pico, alcançará 1,4 milhão de barris por dia e 40 milhões de metros cúbicos de gás natural, com 25 milhões de metros cúbicos diários sendo ofertados ao mercado. Apenas como referência, a produção total do País em 2013 deverá situar-se próxima a 2,1 milhões de barris diários de petróleo, de maneira que Libra representará, no seu pico, 67% de toda a produção atual do Brasil.
Além do volume de óleo a ser produzido, que contribuirá para elevar nossas exportações de petróleo e aumentar o saldo de nossa balança comercial, a política de conteúdo local irá assegurar que as plataformas a serem utilizadas para a produção desse petróleo, estimadas entre 12 e 18, serão confeccionadas no País, gerando emprego e renda localmente e contribuindo para o desenvolvimento tecnológico de nosso parque naval e de nossa indústria fornecedora de bens e serviços.
E não serão apenas as plataformas, mas todos os demais equipamentos associados à produção, como equipamentos submarinos, linhas de produção, gasodutos, barcos de apoio, etc, todos sendo produzidos com conteúdo local.
A área de Libra não deverá produzir apenas esses benefícios diretos, como elevação do saldo de nossa balança comercial, aumento das demandas direcionadas à nossa indústria e elevação do Brasil à condição de grande exportador mundial de petróleo.

Os royalties a serem pagos na produção de Libra, cuja destinação será de 75% para a educação e de 25 % para a saúde, deverão totalizar, ao longo dos 35 anos do contrato, algo como R$ 270 bilhões, contribuindo para transformar o País em algo muito melhor do que é hoje. E não é apenas isso. A parcela do excendente em óleo que ficará com a União, deverá propiciar investimento de R$ 368 bilhões em saúde e educação.
Igual montante deverá ser destinado ao Fundo Social, cujos rendimentos deverão ser aplicados no combate a pobreza, na ciência e na tecnologia, no meio ambiente, no esporte, na cultura e na mitigação das mudanças climáticas.
Como se observa, Libra produzirá uma pequena revolução, para o bem, em nosso País. E repito, Libra é apenas a primeira área do Pré-sal a ser licitada sob o modelo de partilha.
Muitos têm falado que a licitação de Libra vai contra o interesse nacional. Que licitar Libra é privatizar o Pré-sal brasileiro, beneficiando as empresa multinacionais. Nesse sentido, é importante destacar que o Governo brasileiro não tem nada contra empresas brasileiras ou estrangeiras que queiram investir no Brasil, gerando empregos e renda localmente. Mas o Pré-sal, e em especial Libra, não está sendo privatizado.O excedente em óleo de 41,65% obtido no leilão vai propiciar 75% da renda a ser produzida pelo Campo de Libra para o Estado Brasileiro.
Desse percentual – 75% - correspondem:
  • a soma do Bônus de assinatura, que deverá ser de R$ 15 bilhões, pagos na assinatura do contrato;
  • os royalties a serem pagos pelas empresas por conta da produção de óleo e de gás, que, conforme já mencionado deverão totalizar R$ 270 bilhões;
  • o excedente em óleo devido à União, que será de 41,65%, ou seja, aproximadamente R$ 736 bilhões, e
  • o imposto de renda a ser pago pelas empresas petroleiras, correspondente a 34% do lucro que auferirem com essa produção.
Mas a renda destinada ao Brasil não irá se restringir a esses 75%. Isso porque a Petrobras, empresa brasileira da qual muito nos orgulhamos, será a operadora do Campo de Libra e deterá 40% do consórcio a ser estabelecido. Assim o Estado Brasileiro e suas empresas deterão 85% de toda a renda a ser produzida pelo Campo de Libra (75% diretamente pelo estado Brasileiro + 40% de 25% destinado às empresas).
Em resumo, o leilão de Libra representa um marco na história do Brasil. Os benefícios trazidos ao País pela produção dessa, que será apenas a primeira grande jazida a ser colocada em produção sob o regime de partilha, certamente, contribuirão para que tenhamos condições de transformar nossa sociedade, construindo um País com mais justiça social e melhor distribuição de renda, por meio de uma educação mais eficiente e igualitária.
A maior parte da riqueza a ser produzida por Libra ficará com o Brasil.
Mas, as empresas que forem parceiras do Brasil nessa empreitada também irão se beneficiar, ao produzir riqueza e, com isso, obter lucros compatíveis com os riscos e com os investimentos que estarão realizando no País.

Não vemos as empresas petroleiras como agentes que busquem se locupletar de nossas riquezas minerais, mas como parceiras que pretendem investir no País, gerar empregos e renda e, naturalmente, obter lucros com esses investimentos.
Caminhamos em direção a um futuro no qual a riqueza finita do petróleo será transformada na infinita riqueza da educação de qualidade para a população brasileira.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Noções Básicas de Geologia de Petróleo

 ·         Origem do Petróleo

As primeiras teorias que procuraram explicar a ocorrência do petróleo se baseavam em uma origem inorgânica. Entretanto, a cada dia seus defensores perdem espaço para outra teoria que postula uma origem orgânica, baseando-se principalmente na localização das jazidas petrolíferas como também do tipo de rocha em que o mesmo se encontra. Segundo essa teoria, o petróleo é originado a partir da matéria orgânica depositada junto à rochas sedimentares. Entretanto, para que haja a formação dessa preciosa mistura de hidrocarbonetos são necessárias condições especiais. É preciso a existência de rochas ricas em matéria orgânica (conhecidas como “rochas geradoras”) que devem estar submetidas a ideais condições de temperatura, tempo e pressão. É necessário também haver uma rocha reservatório, ou seja, uma rocha que possua certos níveis de porosidade e permeabilidade, além de condições que favoreçam a migração do petróleo da rocha geradora para a rocha reservatório. Para a retenção do petróleo, deve existir uma rocha de baixíssima permeabilidade (“rochas selantes” ou “rochas capeadoras”) e um bom arranjo geométrico das rochas selante e reservatório para que possa haver um significativo acúmulo de petróleo.

·         Migração do Petróleo

As acumulações de petróleo de grande interesse comercial na chamada rocha-reservatório são resultantes da migração, fenômeno no qual o petróleo escoa desde a rocha geradora até encontrar uma armadilha geológica. Há basicamente dois tipos de migração:

Primária: processo de expulsão do petróleo da rocha geradora. Os fatores controladores desse fenômeno são incertos, mas acredita-se que ocorra devido a um gradiente de pressão em resposta à contínua compactação e à expansão volumétrica ocasionada pela formação do petróleo (PGT, 2010). Este aumento de pressão produz microfraturas na rocha geradora que permite a passagem do fluido e o consequente alívio de pressão, formando um ciclo.

Secundária: percurso que o óleo faz ao longo de uma rocha porosa e permeavél até ser interceptado por uma armadilha geológica (THOMAS, 2004). Trata-se de um fluxo em fase contínua que depende do gradiente de pressão devido à compactação, da pressão capilar e da flutuabilidade (força vertical resultante da diferença de densidade entre o petróleo e a água).

·         Rocha Reservatório

Trata-se de uma formação rochosa com características adequadas a acumulação de petróleo. De maneira geral, ela é composta de grãos, ligados uns aos outros pelo chamado cimento, juntamente com a matriz, um material muito fino. Exemplos de rocha-reservatório são os arenitos, calcarenitos, rochas sedimentares permeáveis com porosidade intergranular e folhelhos e carbonatos com fraturas. Os parâmetros mais relevantes são:

Porosidade (φ): espaços vazios no interior da rocha que dependem da forma, arrumação e variação de tamanho dos grãos, além do grau de cimentação da rocha (THOMAS, 2004). É medida a partir de ensaios em laboratório com amostras da rocha ou através de perfis elétricos.

Permeabilidade (K): é a capacidade da rocha de transmitir fluido, dependendo principalmente da quantidade, geometria e grau de conectividade dos póros. É expressa em Darcys (D). É geralmente maior na horizontal do que na vertical e muito maior para um gás do que para um óleo, pois é inversamente proporcinal à viscosidade do fluido.

·         Trapas e Rocha Selante: Aprisionamento do Petróleo

Assim como é necessário que uma rocha sedimentar apresente porosidade e permeabilidade para que haja possibilidade da existência de petróleo, é de extrema importância que haja acima dessa formação uma superfície não porosa e não permeável, evitando-se assim a migração do petróleo para a superfície e sua posterior decomposição. Outra característica importante é a plasticidade, pois ela garante que essa superfície mantenha suas características mesmo que sofra deformações. Esse tipo de cobertura é conhecido como rocha selante ou cap rock. As principais rochas que funcionam como rocha selante são as argilosas (folhelhos), que representam a maioria das rochas de coberturas nos reservatórios petrolíferos conhecidos, e as evaporíticas (depósitos salinos). Outra característica necessária para a formação de um reservatório de petróleo é a existência de armadilhas, ou trapas. Define-se como armadilha toda e qualquer estrutura rochosa em profundidade, com espaço geométrico definido e dimensões significativas que sejam capazes de reter petróleo. Existem três classificações para as armadilhas. Elas podem ser estruturais, estratigráficas ou mistas, que é a ocorrência simultânea das outras duas. As armadilhas estruturais são resultado de dobras ou falhas na rocha, ou seja, correspondem a regiões em que a crosta esteve sujeita a compressão horizontal. São subdivididas em anticlinais, dobra convexa na direção dos estratos mais recentes, e blocos falhados (diapiros), áreas que sofreram dobramentos e rupturas ou falhas nas rochas, tendo uma parte ficada erguida acima da outra. As armadilhas estratigráficas são devidas primariamente a barreiras de permeabilidade ocasionadas por fatores sedimentares, como mudanças faciológicas, variações de propriedades petrofísicas. Elas são formadas dependendo de como a rocha reservatório foi originalmente depositada, caso de recifes e canais de arenito oriundos de meandros de um rio, ou pela erosão da rocha reservatório.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

História do Petróleo no Brasil


A história do petróleo no Brasil remonta ao regime imperial com a extração de betume nas margens do rio Marau, na Bahia.

Do monopólio varguista à construção da P-50: momentos da exploração petrolífera no Brasil. 
Do monopólio varguista à construção da P-50: momentos da exploração petrolífera no Brasil.


Quando falamos sobre o petróleo, muitas pessoas têm a errônea impressão de que essa substância somente apareceu na história com o advento da Revolução Industrial. Contudo, desde a Antiguidade temos relatos que nos contam sobre a existência desse material em algumas civilizações. Os egípcios utilizavam esse material para embalsamar os seus mortos, já entre os povos pré-colombianos esse mesmo produto era pioneiramente empregado na pavimentação de estradas.
No Brasil, a existência do petróleo já era computada durante os tempos do regime imperial. Nessa época, o Marquês de Olinda cedeu o direito a José Barros de Pimentel de realizar a extração de betume nas margens do rio Marau, na Bahia. Até as primeiras décadas do século XX, alguns estudiosos e exploradores anônimos tentaram perfurar alguns poços de petróleo sem obter êxito. Contudo, em 1930, o engenheiro agrônomo Manoel Inácio de Basto mudou essa situação.
Com base no relato de populares, ele teve a informação de que os moradores de Lobato, bairro suburbano de Salvador, utilizavam uma “lama preta” como combustível de suas lamparinas. Instigado por tal notícia, realizou testes e experimentos que atestavam a existência de petróleo nessa localidade. Contudo, não possuía contatos influentes que poderiam investir em sua descoberta. Persistente, em 1932, conseguiu entregar ao presidente Getúlio Vargas um laudo técnico que atestava o seu achado.
Nessa mesma década, a descoberta de importante riqueza foi cercada por uma série de medidas institucionais do governo brasileiro. Em 1938, a discussão sobre o uso e a exploração dos recursos do subsolo brasileiro viabilizou a criação do CNP - Conselho Nacional do Petróleo. Em suas primeiras ações, o conselho determinou várias diretrizes com respeito ao petróleo e determinou que as jazidas pertencessem à União. No ano seguinte, o primeiro poço de petróleo foi encontrado no bairro de Lobato.
Logo em seguida, novas prospecções governamentais saíram em busca de outros campos de petróleo ao longo do território brasileiro. No ano de 1941, o governo brasileiro anunciou o estabelecimento do campo de exploração petrolífera de Candeias, Bahia. Apesar das descobertas em pequena escala, o surgimento dessa nova riqueza incentivou, em 1953, a oficialização do monopólio estatal sobre a atividade petrolífera e a criação da empresa estatal “Petróleo Brasileiro S.A.”, mais conhecida como Petrobras.

Na década de 1960, novas medidas ampliaram o grau de atuação da Petrobras na economia brasileira. No ano de 1968, a empresa passou a desenvolver um projeto de extração, iniciando a exploração de petróleo em águas profundas. Após as primeiras descobertas, outras prospecções ampliaram significativamente a produção petrolífera brasileira. Em 1974, ocorreu a descoberta de poços na Bacia de Campos, a maior reserva de petróleo do país.
Com o passar do tempo, o Brasil tornou-se uma das únicas nações a dominar a tecnologia de exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Em 1997, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, uma lei aprovou a extinção do monopólio estatal sobre a exploração petrolífera e permitiu que empresas do setor privado também pudessem competir na atividade. Tal medida visava ampliar as possibilidades de uso dessa riqueza.
Em 2003, a descoberta de outras bacias estabeleceu um novo período da atividade petrolífera no Brasil. A capacidade de produção de petróleo passou a suprir mais de 90% da demanda por essa fonte de energia e seus derivados no país. Em 2006, esse volume de produção atingiu patamares ainda mais elevados e conseguiu superar, pela primeira vez, o valor da demanda total da nossa economia. A conquista da autossuficiência permitiu o desenvolvimento da economia e o aumento das vagas de emprego.

No ano de 2007, o governo brasileiro anunciou a descoberta de um novo campo de exploração petrolífera na chamada camada pré-sal. Essas reservas de petróleo são encontradas a sete mil metros de profundidade e apresentam imensos poços de petróleo em excelente estado de conservação. Se as estimativas estiverem corretas, essa nova frente de exploração será capaz de dobrar o volume de produção de óleo e gás combustível do Brasil.
A descoberta do pré-sal ainda instiga várias indagações que somente serão respondidas na medida em que esse novo campo de exploração for devidamente conhecido. Até lá, espera-se que o governo brasileiro tenha condições de traçar as políticas que definam a exploração dessa nova fonte de energia. Enquanto isso, são várias as especulações sobre como a exploração da camada pré-sal poderá modificar a economia e a sociedade brasileira.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 18 de julho de 2013

BP amplia presença em E&P no Brasil


A BP anunciou hoje que concluiu acordo com a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) de parceria em cinco concessões de exploração e produção em águas profundas, operadas pela Petrobras na bacia Potiguar, localizada na margem equatorial brasileira.
A operação está sujeita às aprovações regulatórias. A BP Energy do Brasil Ltda. assumirá 30% de participação nos blocos POT-M-663 e POT-M-760 (contrato BM-POT-16) e 40% nos blocos POT-M-665, POT-M-853 e POT-M-855 (contrato BM-POT-17). Juntos, os cinco blocos cobrem uma área total de 3.837 quilômetros quadrados.
O presidente da BP Brasil, Guillermo Quintero, afirmou que esse é mais um passo na construção da presença da companhia no Brasil: "Desde 2011, quando assumimos participação em dez blocos com a aquisição da Devon Energy do Brasil, ampliamos nosso portfólio de exploração e produção para 27 concessões em sete bacias, incluindo o maior portfólio de exploração em águas profundas de uma empresa internacional de petróleo no Brasil".
Após a aprovação da parceria e a assinatura dos contratos de concessão dos blocos adquiridos na 11ª Rodada da ANP, a BP deterá concessões em 27 blocos no Brasil, sendo operadora em oito deles. A Petrobras também terá participação em 22 desses blocos, operando em 12 deles, enquanto outros seis serão operados pela Total e quatro pela BP.

Mapa das Concessões da BP


Informações adicionais

  • Os contratos BM-POT-16 e BM-POT-17 foram concedidos na Sétima Rodada de Licitações, em 2005. Eles estão localizados entre 40 e 110 quilômetros da costa dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, em águas com profundidade entre 1400 e 2100 metros.
  • Após aprovações regulatórias, o BM-POT-16 será explorado por um consórcio formado por Petrobras (operadora, com 30%), BP (30%), Petrogal Brasil S.A. (20%) e IBV (20%), enquanto o BM-POT-17 será explorado por Petrobras (operadora, com 40%), BP (40%) e Petrogal Brasil S.A. (20%).
  • A BP está presente no Brasil desde 1957 e atualmente opera em quatro diferentes segmentos no país: exploração e produção de petróleo e gás natural (BP Energy), produção de etanol (BP Biocombustíveis), lubrificantes (Castrol) e combustíveis de aviação (Air BP).
  • A BP Energy do Brasil tem hoje 14 concessões em cinco bacias brasileiras, não incluindo os oito blocos adquiridos na 11a Rodada de Licitações (os acordos de concessão devem ser assinados em agosto) e a parceria anunciada hoje.
  • A BP opera três plantas de produção de etanol no Brasil, com uma capacidade total de processamento de 7,5 milhões de toneladas por ano.
  • A Air BP opera e 18 aeroportos no país, fornecendo combustível para aviação comercial, militar e geral.
  • A Castrol oferece lubrificantes para os setores automotivo, industrial e naval.
  • Assim que a parceria na Bacia Potiguar estiver aprovada e os contratos de concessão da 11ª Rodada assinados, as empresas do Grupo BP estarão presentes em 14 estados brasileiros (Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo) e no Distrito Federal.

domingo, 14 de julho de 2013

Petróleo de folhelho atrai competição

Tantas empresas entraram no negócio de fraturamento hidráulico que o preço desta técnica crítica para a exploração de petróleo e gás de folhelho despencou nos últimos anos, forçando as pioneiras do serviço a criar novas tecnologias para se diferenciarem.
Schlumberger Ltd., Halliburton Co. e BJ Services, firma que é agora uma subsidiária da Baker Hughes Inc., antigamente faziam todos os trabalhos de fraturamento hidráulico nos Estados Unidos, ajudando as petrolíferas a extrair petróleo e gás natural das outrora inexploráveis formações de folhelho e deflagrando um boom de produção no país.
Mas seus vultuosos lucros atraíram a concorrência e provocaram a criação de novas unidades de fraturamento por empresas independentes. Agora, a participação de mercado delas na técnica de bombeamento sob pressão - a etapa principal do processo de fraturamento, no qual uma mistura de água e químicos é injetada dentro do poço para romper (ou "fraturar") as formações rochosas e liberar o petróleo ou o gás - vem diminuindo à medida que concorrentes menores e mais baratas provam que podem fazer serviço semelhante.
A Halliburton, que faz mais bombeamento que qualquer outra companhia de serviços para o setor, viu sua margem de lucro na América do Norte cair de 27,5% em 2011 para 18,4% em 2012. No primeiro trimestre deste ano, a margem da empresa, que tem sede em Houston, Texas, foi de 16,3%.
A participação das três empresas no mercado de bombeamento sob pressão da América do Norte baixou de 85% dez anos atrás para 63% em 2012, segundo o Barclays.
"Uma coisa que odiamos como empresa é entrar numa licitação e ter 20 pessoas contra você", diz Mario Ruscev, diretor de tecnologia da Baker Hughes. "Não é um bom modelo de negócios."
As companhias de serviços deram mostras de otimismo cauteloso no fim do primeiro trimestre, julgando que os preços do bombeamento sob pressão atingiram o ponto mínimo e vão começar a se recuperar ainda este ano.
Um aumento na produção de petróleo significa mais trabalho para as frotas de equipamentos de fraturamento que estavam ociosas. Se o preço do gás natural subir, isso pode significar que as empresas exploradoras que frearam a perfuração nos campos de gás na época de excesso de suprimento retomem as operações - e, em tese, também aumentem as margens das empresas petrolíferas de serviços. Mas poucos esperam uma volta aos tempos do início do boom do xisto, quando a demanda pelos serviços de fraturamento superava a oferta de equipamentos disponíveis para o trabalho.
Pequenas empresas de serviços em campos petrolíferos, como a Nabors Industries Inc., a Basic Energy Services Inc. e a Patterson-UTI Energy Inc., têm comprado empresas de bombeamento sob pressão para aumentar sua presença no setor. E novatas vêm provando que barreiras para a indústria do gás de xisto, como o custo dos equipamentos e os conhecimentos técnicos, não são insuperáveis.
As grandes empresas de serviços petrolíferos, de capital aberto, estão tentando combater a concorrência usando seus orçamentos maiores para fabricar equipamentos mais potentes e mais eficientes. Também esperam se destacar pelo esforço de oferecer aos clientes melhores informações sobre o que acontece no subsolo.
Nos primeiros dias do boom da perfuração, as petrolíferas se concentravam em abocanhar áreas promissoras e correr para perfurar, mas Ruscev diz que elas agora estão mais receptivas a uma assessoria técnica que envolve "mais inteligência".
"Tudo é uma questão de risco. Se procurarmos as empresas e provarmos que podemos reduzir o risco de forma significativa, é obvio que elas vão pagar pela assessoria", diz ele.
A nova preferência das empresas exploradoras e produtoras de petróleo pelas jazidas de xisto rico em petróleo do que gás natural favorece as grandes empresas de serviço, pois essas áreas necessitam de mais produtos químicos especializados e outras tecnologias. Já o gás natural de xisto pode ser extraído com "força bruta" por concorrentes menores, disse James West, analista do Barclays.
Mas os métodos de alta tecnologia nem sempre são recompensados. O diretor-presidente da Schlumberger, Paal Kibsgaard, disse a analistas em abril que os clientes americanos não têm demonstrado muito entusiasmo pelos esforços da empresa para tornar a perfuração de poços de folhelho mais eficiente, nem por seus investimentos em tecnologias para o xisto. A Schlumberger, sediada em Houston, Texas, gasta mais em pesquisa e desenvolvimento do que a Halliburton e a Baker Hughes, somadas.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alguns Softwares e Matérias sobre Geologia Para baixar

Baixe também:

http://earths-core.en.softonic.com/ , recomendo o earthcore porque tem uma lista enorme de rochas, minerais gemas e ainda conta com uma descrição dos elementos químicos da tabela periódica, que com certeza servira de suporte para muitos geólogos e geofísicos. Atenção este programa está em língua inglesa.  

 Abaixo está uma lista dos conteúdos e também softwares disponíveis no portal geotrack, repare que nem todos softwares aqui são livres, mas tem umas boas versões demo que eu já experimentei como o GLG-Plate (Programa de reconstituição de continentes e simulação de placas tectônicas) e também recomendo esse. Bom proveito.

DOCUMENTOS
DECRETOS E LEIS
MINERALOGIA E GEMOLOGIA
GEOTECNIA

GEOQUÍMICA
ESTRUTURAL E TECTONICA
GEOESTATÍSTICA
GEOFÍSICA
HIDROGEOLOGIA
GEOLOGIA DO PETRÓLEO
ENGENHARIA DO PETRÓLEO
MINERAÇÃO
PALEONTOLOGIA
ESTRATIGRAFIA

NAVEGAÇÃO
GIS
ESPELEOLOGIA
CARTOGRAFIA
PROTEÇÃO DE TELA
ALERTAS
OUTROS
MAPAS ADICIONAIS PARA GPS GARMIN
MAPAS ADICIONAIS PARA SEU GPS GARMIN

SOFTWARE
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eMap
eTrex
eTrex European
eTrex Summit
StreetPilot (Americas)
StreetPilot (Atlantic)
StreetPilot ColorMap
StreetPilot ColorMap (Atlantic)
NavTalk
NavTalk Pilot
ATUALIZAÇÃO DE SOFTWARE PARA GPS GARMIN

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GPS II Plus
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GPS 12XL
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GPS 48
GPS 92
GPS 126 / GPS 128
GPSMAP 130 / 135 / 175
GPSMAP 162 / 168 Sounder
GPSMAP 180 / 185
GPSMAP 195
GPSMAP 295
GPSMAP 215 / 225
GPSMAP 230 / 235 Sounder
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Fishfinder 160
Fishfinder 240
MANUAIS GPS GARMIN
Manuais
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Etrex Vista C Guia Rápido PDF / 398 KB
EZSURV Guia Rápido. ZIP / 1,85 MB
EZSURV Manual Completo ZIP / 7.454 KB
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GBR21 Receptor da Garmin PDF / 552 KB
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GPS 12 MAP Garmin. PDF / 4.004 KB
GPS 12XL GPS 12 XL da Garmin PDF / 1,69 MB
GPS 45 XL GPS 45 XL da Garmin. PDF / 440 KB
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GPSMAP 76 Manual Completo em Português PDF / 2,93 MB
GPSMAP 76S Guia Rápido PDF / 465 KB
GPSMAP 76CS Guia Rápido PDF / 493 KB
GTR Manual de Operação do GTR ZIP / 635 KB
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MapSource Manual de Operação do MapSource PDF / 1,17 MB