sexta-feira, 31 de maio de 2013

Noções de Mineralogia e Minerais


O termo mineralogia deriva da palavra latina MINERA, de provável origem céltica, (mina, jazida de minério, filão), de provável origem céltica, que forma o adjetivo do Latim  mineralis, “relativo às minas” e o substantivo do Latim minerale (produto das minas), que deu origem ao  adjetivo e substantivo português mineral, acrescido do sufixo Grego logia (ciência, tratado, estudo); portanto mineralogia é o estudos dos minerais em todos os seus aspectos.
A definição de MINERAL possui algumas controvérsias: para alguns é toda substância homogênea, sólida ou líquida, de origem inorgânica e que surge, naturalmente, na crosta terrestre, normalmente com composição química definida e, que se formado em condições favoráveis, terá estrutura atômica ordenada condicionando sua forma cristalina e suas propriedades físicas; para outros, trata-se de substância com estrutura interna ordenada (cristais), de composição química definida, origem inorgânica e que ocorre naturalmente na crosta terrestre ou em outros corpos celestes. ametista(druza), malaquita(verde), calcita(branco) e aragonita(marrom)

âmbar
As substâncias originadas por atividades ou processos biológicos (animal ou vegetal), a exemplo do carvão, âmbar, marfim, pérola, petróleo, que não se incluem em nenhuma das definições, devem ser denominadas mineralóides, como também as substâncias não cristalinas, excluídas na segunda definição. 
Os minerais são caracterizados pela maneira com que os átomos (cátions e ânions) estão dispostos (estrutura interna) e pela composição química, expressa por fórmula química. A composição química dos minerais pode variar dentro de limites definidos e previsíveis pelas características atômicas, gerando os diferentes grupos de minerais ou soluções sólidas.
basalto
Fotomicrografia - basalto
Os minerais constituem os diferentes tipos de rochas, mono ou poliminerálicas, sedimentares, metamórficas, magmáticas, hidrotermais ou pneumatolíticas. Algumas dessas rochas, devido à granulação muito fina, a exemplo de alguns tipos de  basaltos, mostram-se em um exame a olho nu, com aparência de um único mineral (massas homogêneas). Todavia, quando observado ao microscópio petrográfico e em casos extremos ao microscópio eletrônico, verifica-se que são constituídos por várias substâncias cristalinas e, às vezes, também por material amorfo (vidro).
As substâncias produzidas em laboratório, com estrutura interna ordenada e composições químicas definidas, são denominadas cristais ou minerais artificiais ou sintéticos, e as sem estrutura interna, de vidro. Atualmente o homem consegue reproduzir em laboratório, com bastante semelhança, praticamente todos os minerais e gemas naturais. Desta forma, em laboratórios são produzidos o diamante, a safira, o rubi, o quartzo, o espinélio, a esmeralda etc.
 CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS: Os minerais, a exemplo dos animais e vegetais, necessitam serem ordenados ou classificados de acordo com princípios científicos para racionalizar o estudo. O princípio básico de classificação elaborado por Linné (1758) no livro “In Nature” serviu de base para outras classificações, como a elaborada por: Berzelius (1827), que estabeleceu o sistema puramente químico;  Niggli o sistema cristalográfico ou classificação isotípica, onde agrupou os minerais com base na sua morfologia (cúbico, hexagonal, ortorrômbico etc.); Machatscki o sistema paragenético (associação de minerais naturais que cristalizam-se juntos).
A classificação mais usada na mineralogia, por melhor atender à necessidades científicas, uma vez que considera a estrutura e composição química dos minerais, foi elaborada por Strunz (1935). Esta classificação subdivide os minerais em 12 grandes grupos, baseando-se na composição química, sendo que esses grupos são subdivididos com base na organização estrutural. Dessa forma tem-se: elementos nativos; sulfetos; sulfossais; óxidos e hidróxidos; halogenetos; carbonatos; nitratos; boratos; sulfatos e cromatos; fosfatos, arsenietos e vanadatos; tungstatos e molibdatos, e silicatos (nesossilicatos, sorossilicatos, ciclossilicatos, inossilicatos, filossilicatos e tectossilicatos).
Existem muitas outras classificações mineralógicas desenvolvidas para atender necessidades específicas,  tais como a do elemento constituinte mais importante presente nos minerais, o modo de ocorrência deles na natureza, gêneses e associações paragenéticas, bem como as propriedades físicas. Dentre estas destacam-se:
 Classificação de acordo com o elemento constituinte: Nesse caso os minerais são agrupados de acordo com o elemento químico mais importante, não levando em consideração a composição química dos minerais, as propriedades cristalográficas e físicas. Assim, todos os minerais de Fe importantes vão estar reunidos em uma mesma classe: hematita - Fe2 O3 (trigonal romboédrico), magnetita Fe3O4 (isométrico), siderita FeCO3 (trigonal romboédrico), goethita HFeO2 (ortorrômbico), pirita FeS2 (isométrico), marcassita  FeS2 (ortorrômbico),  troillita (FeS) (hexagonal), pirrotita Fe1-xS (hexagonal/ortorrômbico) etc. No caso do cobre, tem-se no mesmo grupo antlerita Cu3(OH)4SO4 (ortorrômbico); atacamita Cu2Cl(OH)3 (ortorrômbico); malaquita Cu2(CO3 )(OH)2 (monoclínico), azurita Cu3(CO3)2 (OH) 2 (monoclínico), bornita Cu5FeS4 (isométrico), calcocita Cu2S (ortorrômbico), calcopirita CuFeS2 (tetragonal), covelita CuS (hexagonal), cuprita Cu2O (isométrico), enargita Cu3AsS4 (ortorrômbico), tetraedrita (Cu,Fe,Zn,Ag)12Sb4S13 (isométrico); etc.   
Classificação segundo a gênese e tipo de ocorrência do mineral: Esta maneira de agrupar os minerais, baseando-se no modo de formação e tipo de ocorrência, foi bastante usada pelos mineralogistas e geólogos e ainda hoje vem sendo usada especialmente na área da Geologia Econômica. Aqui, os minerais são classificados em magmáticos, metamórficos, sublimados, pneumatolíticos, hidrotermais e/ou formados a partir de soluções quentes ou frias.
Minerais magmáticos são aqueles que resultam da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. Os magmas podem ser considerados soluções químicas em temperaturas muito elevadas, que originam fases cristalinas de acordo com as leis das soluções, sendo extremamente rara a cristalização de um magma gerar apenas uma fase cristalina; o normal é a presença de vários minerais com composições e propriedades diferentes. De um modo geral, a formação dos minerais nos magmas com o resfriamento e mudanças no ambiente de pressão litostática ou de fluídos, entre outros fatores, é controlada especialmente pela concentração dos elementos e solubilidade dos constituintes na solução magmática. Quanto mais rápido for o processo de cristalização, menores serão as fases cristalinas e maior o volume de material não cristalino (obsidianas ou vidros vulcânicos), podendo chegar a resultar apenas vidro; por outro lado quanto mais lenta a cristalização maiores serão os constituintes, gerando os pegmatitos. arsenopirita - Mineral magmático
A cristalização dos magmas resultam nas diferentes rochas magmáticas (basaltos, gabros, granitos, dioritos, peridotitos, dunitos, sienitos, piroxenitos etc.) e, às vezes, também alguns depósitos minerais importantes, contendo magnetita, ilmenita, cromita, pirrotita, calcopirita, pentlandita etc. resultantes de segregação devido a insolubilidade (especialmente no caso dos sulfetos) e/ou diferenças de densidade do mineral ou líquido imissível em relação ao magma de origem. Para alguns pesquisadores, esses minerais de segregação, formam uma classe à parte, denominada minerais acumulados por segregação magmática. 
cianita - mineral metamórfico
Minerais metamórficos originam-se principalmente  pela ação da temperatura, pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas, sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Os processos metamórficos (regional, contato, dinâmico, termal, de fundo oceânico, carga, impacto etc.) geram uma grande quantidade de minerais, dentre os quais muitos dificilmente seriam formados por outros processos, como é o caso do diopsídio, wollastonita, idocrásio, granada, estaurolita, andaluzita, cianita, sillimanita, epidoto, tremolita, actinolita etc. 
Minerais sublimados são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor, como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. O exemplo mais comum de sublimação é a formação da neve, cristalização do gelo a partir de vapor d’água, já associado as atividades ígneas, pelo fato dos magmas possuírem voláteis como a água; o enxofre, o gás carbônico, o cloro, o flúor, o boro e seus compostos voláteis, além de outros constituintes menores, aparecem muitos minerais sublimados. enxofre - mineral sublimado
Os voláteis contidos nos magmas concentram-se nas fases residuais e quando os magmas chegam próximo ou na superfície terrestre, as fases voláteis tendem a escapar, aspecto que ocorre nas erupções vulcânicas ou nas fumarolas e aí podem depositar minerais por sublimação direta, formando halita (NaCl - sal-gema ou sal de cozinha), sal amoníaco (NH4Cl), enxofre, silvita (KCl), boratos, cloretos e fluoretos. Outros minerais, a exemplo da hematita, podem aparecer em cavidades vulcânicas, gerados por processos de sublimação, resultante da interação do FeCl3 com o vapor de água, conforme a reação: 2FeCl3 + 3H2O = Fe2O3 + 6HCl.
cassiterita - mineral pneumatolítico Minerais pneumatolíticos são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos  da cristalização magmática, desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. Nesse processo podem ser formados topázio, berilo, turmalina, fluorita, criolita, cassiterita, wolframita, flogopita, apatita, escapolita etc. Na formação da cassiterita, o composto volátil SnF4 rege com o vapor d’água, segundo a reação: SnF4 + 2(H2O) = SnO2 + 4HF.
Minerais formados a partir de soluções originam-se pela deposição devido a evaporação, variações de temperatura, pressão, porosidade, pH e/ou eH. Esse processo ocorre na superfície da terra e em diferentes profundidades. Na superfície da Terra as soluções quando não diretamente ligadas a atividades magmáticas, normalmente possuem temperaturas do ambiente, sendo consideradas frias e diluídas, enquanto que aquelas que circulam lentamente em profundidades e/ou estão associadas a atividades vulcânicas são quentes e possuem grande quantidade de cátions e ânions dissolvidos, e podem gerar importantes depósitos minerais. Os principais processos de formação de minerais a partir de soluções estão relacionados abaixo.
-           Evaporação do solvente: neste processo a precipitação ocorre devido à concentração ultrapassar o coeficiente de solubilidade pelo processo de evaporação, fato que ocorre principalmente em regiões quentes e secas, formando sulfatos (anidrita, gipsita etc.), halogenetos (halita, silvita etc.) etc.
-           Perda de gás agindo como solvente: processo que ocorre quando uma solução contendo gases entra em contados com rochas provocando reação a exemplo do que ocorre quando solução aquosa contendo bióxido de carbono entra em contato com rochas calcárias,  caso em que o carbonato de cálcio é parcialmente dissolvido formando o bicarbonato de cálcio (CaH2(CO3)2), composto solúvel na solução. O bicarbonato de cálcio é instável e, por causa do aumento de concentração resultante de evaporação e/ou devido a desgaseificação da solução e a outros fatores, ocorre a reversão da reação de dissolução precipitando o carbonato de cálcio [CaCO3 + H2O +CO2 =>  CaH2(CO3)2]. Esse processo pode dar origem às estalactites e estalagmites, ao mármore ônix, ônix das cavernas e  mármore travertino.
-           Diminuição da temperatura e/ou pressão: as soluções de origem profunda resultantes de transformações metamórficas (desidratação, descarbonatação, etc.) ou de cristalizações magmáticas normalmente contêm significativas quantidade de material dissolvido. Quando essas soluções esfriam ou a pressão diminui, formam-se minerais hidrotermais, depositados na forma de veios ou filões. As fontes termais e os géiseres possuem uma grande quantidade de minerais depositados (carbonatos, sulfetos, arsenietos, halogenetos etc.), constituindo-se em evidências da atuação desse processo.
-           Interação de soluções: O encontro de soluções aquosas com solutos diferentes, ao se interagirem, pode   formar composto insolúvel ou com coeficiente de solubilidade bem mais baixo, que se precipita. Como exemplo pode ser citado o encontro de uma solução com sulfato de cálcio (CaSO4) com outra contendo carbonato de bário (BaCO3), resultando na formação de um precipitado de barita (BaSO4).
-           Interação de soluções e cristais: Nesse caso uma solução com determinado composto solúvel reage com minerais originando outras fases minerais, como o que ocorre quando uma solução com sulfato de zinco entra em contato com calcita, contida em mármores ou calcários, originando  smithsonita (ZnCO3) e a anidrita (CaSO4) ou gipsita (CaSO4.2H2O).
-           Interação de gases com soluções: A passagem de gás por uma solução contendo íons pode gerar precipitados, a exemplo do que ocorre com a passagem de H2S (gás sulfídrico) por uma solução contendo cátions de Fe, Cu, Zn etc.,   formando sulfetos de ferro (pirita FeS2), calcopirita (CuFeS2), esfalerita (ZnS), etc..
-           Ação de organismos sobre soluções: Esse processo resulta da ação dos organismos vivos, animais ou vegetais, sobre as soluções. Dessa forma um grande número de seres marinhos (corais, crinóides, moluscos etc.) extraem o carbonato de cálcio das águas salgadas para formar suas conchas e partes duras de seus corpos, resultando na formação de calcita (CaCO3) e em menor quantidade aragonita (CaCO3) e dolomita [MgCa(CO3)2]. Da mesma forma as esponjas, os radiolários e as diatomáceas provocam a precipitação da sílica amorfa. Algumas bactérias precipitam o ferro (limonita, goethita) ou promovem a deposição do enxofre, nitratos etc.

Classificação química: Neste caso os minerais estão arranjados de acordo com as suas composições químicas, resultando nos grupos: elementos nativos, sulfetos, sulfossais, óxidos etc.

Classificação quanto à coloração: Quanto à coloração os minerais classificam-se em: Minerais máficos ou fêmicos, aqueles que possuem cores escuras por conterem ferro, magnésio, titânio, manganês etc., a exemplo da olivina, piroxênios, anfibólios etc., e Minerais félsicos ou siálicos, os que são incolores ou brancos, compostos à base de sílica e/ou alumina, tais como quartzo, feldspato, zeólita etc.

Classificação quanto à densidade:
            Leves: são aqueles que bóiam no bromofórmio por terem densidade menor que esse composto químico (2,89).
            Pesados: são os que possuem densidade superior a 2,89, portanto afundam no bromofórmio.

Minerais de minério são aqueles que constituem os minérios substâncias das quais podem ser extraídos um ou mais elementos úteis com finalidades lucrativas (econômicas). Neste contexto, aparecem a denominação de mineral de ganga e mineral de canga.  cromita - mineral de minério
opala - gema
Minerais de gemas ou pedras preciosas são minerais que são usados para a confecção de jóias e bijuterias, sendo que nos livros especializados os minerais de gemas podem ser classificados quanto à coloração, dureza, brilho e outras propriedades físicas.

Minerais de rochas ocorrem formando as rochas e são frequentes.

feldspato - mineral formador de rocha

Minerais de ganga: minerais presentes nas jazidas juntos com os minerais de minério que devido a aspectos econômicos, tecnológicos ou composicionais, não são utilizados, e incorporam-se ao rejeito.

Minerais de canga: minerais que recobrem os depósitos minerais formados pela oxidação ou laterização superficial; dominam os hidróxidos e óxidos de Fe, Al e Mn.
 Os minerais podem ser classificados ainda de acordo com as suas propriedades físicas, volatilidade; coloração, brilho; solubilidade; magnetismo e suscebilidade magnética; densidade (leves e pesados); fusibilidade; radiatividade, tenacidade, etc.      

Mineral GRUPO DOS HALÓIDES


Os Halóides caracterizam-se pela combinação dos íons halogênicos eletronegativos Cl-, B-, F- e I- com metais e metalóides. Esses íons são grandes, fracamente carregados e de fácil polarização e quando se combinam com cátions de baixa valência, relativamente grandes e fracamente polarizados, comportam-se como se fossem esféricos, gerando empacotamento de alta simetria, aspecto este exemplificado pela halita, silvita e fluorita, que são isométricos e hexaoctaédricos. Por outro lado, as cargas eletrostáticas fracas, aliadas a íons grandes, fazem com que as cargas sejam distribuídas sobre toda a superfície dos íons quase esféricos e, em conseqüência disto, os halóides constituem-se nos exemplos mais perfeitos de ligação iônica pura. Disto resulta dureza baixa, pontos de fusão moderado a altos, solubilidade fácil e má condutibilidade térmica e elétrica no estado cristalino. Já em solução a condução da eletricidade dá-se pelos íons e não pelos elétrons (processo eletrolítico).

A ligação iônica confere aos halogenetos a propriedade de serem excelentes condutores de eletricidade no estado de fusão, possibilitando a utilização comercial para a preparação do cloro e do sódio por eletrólise do cloreto em fusão nas celas Downs, e no processo Hall para a preparação eletrolítica do alumínio usando a criolita em estado de fusão.

Quando os íons halogênicos se combinam com cátions menores e mais fortemente polarizados do que os dos metais alcalinos, resultam estruturas de menor simetria e a ligação passa a ser de transição para covalente. Em tais estruturas, a água e a hidroxíla entram comumente como constituintes essenciais, como na atacamita e na carnallita. 

Atacamita 

Fórmula Química - Cu2Cl(OH)3
Composição - 
74,49 % CuO, 12,65 % H2O,16,60 % Cl. Polimorfo da paratacamita
Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Diesfenoídal

Propriedades Ópticas -
Biaxial negativo

Hábito -
Cristais prismáticos com estrias verticais ou tabulares, fibrosos e granulares
Foto do Mineral
Cristais de atacamita (verdes)
Clivagem - Perfeita em  {010}
Dureza -
3 - 3,5
Densidade relativa -
3,68
Brilho -
Vítreo a adamantino
Cor -
Verde

Associação -
Pode estar associado à malaquita e à azurita.
Propriedades Diagnósticas -
Solúvel em HCl, extinção paralela, fraca birrefringência e raio lento paralelo as clivagens, traço verde maçã.
Ocorrência -
Produto do intemperismo, em regiões desérticas, sobre minerais de minério sulfetados, como no Atacama (Chile). Altera-se com facilidade para malaquita e azurita.
Usos - Mineral de minério de Cu.


Boleíta 


Fórmula Química -
Pb9Cu8Ag3Cl21(OH)16.H2O
Composição - 
15,70 % Cu2O, 9,54 % Ag2O, 3,95 % H2O, 53,06 % PbO, 20,10 % Cl. .
Cristalografia -
Tetragonal
        Classe -
Bipiramidal tetragonal

Propriedades Ópticas -
Uniaxial negativo

Hábito - Pseudo cúbico 
Foto do Mineral
Cristais de boleita em rocha (azuis)
Clivagem - Basal perfeita e domática {101} distinta
Dureza -
3 - 3,5
Densidade relativa -
4,8 - 5,1
Brilho - Vítreo, perolado
Cor -
Azul índigo

Associação -
Mineral raro, pode estar associado a minerais de cobre.
Propriedades Diagnósticas -  
Solúvel em HNO3, coloração.
Ocorrência -
De Boléu, Baixa Califórnia (México).
Usos - Pode ser usado como gema.


Calomelano


Fórmula Química - HgCl
Composição - 
 88,37 %, Hg2O, 15,02 % Cl
Cristalografia -
Tetragonal
        Classe -
Bipiramidal tetragonal

Propriedades Ópticas -
Uniaxial  positivo

Hábito -
Prismático
Forma Cristalográfica
Direções ópticas e cristalográficas
Clivagem - Fraca em {100}e {011}
Dureza - 1,5 - 2
Densidade relativa -
6,4 - 6,5
Brilho -
Adamantino, resinoso
Cor -
Branco, cinza-amarelado, cinza, branco-amarelado ou marrom
Associação - Pode estar associado a minerais de Hg.
Propriedades Diagnósticas -
Brilho, cor e densidade.
Ocorrência -
Mineral de origem hidrotermal.
Usos - Mineral de minério de Hg.


Carnallita



Fórmula Química - KMgCl3.6(H2O)     

Composição -  14.07 %  K, 8.75 %  Mg, 4.35 %  H, 38.28 %  Cl, 34.55 %  O

Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Bipiramidal rombica

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito -
 Maciço, granular,  pseudo-hexagonal,  fibroso
Foto do Mineral
Agregado maciço de carnallita
Dureza - 1,5 - 2,5
Densidade relativa -
1,6
Fratura -
Conchoidal

Brilho -
sedoso
Cor -
Branco de aspecto leitoso, avermelhado

Associação -
Silvita, halita etc.
Propriedades Diagnósticas -  Fusão fácil, deliqüescente, amargo.
Ocorrência -
Ocorre em grandes quantidades nos evaporitos europeus; no Brasil é explorado na Bacia do Recôncavo (BA), juntamente com a silvita, halita etc.
Usos - É empregado em pequenas quantidades nos materiais que convém manter úmidos, como as fibras de algodão e de lã para fiá-las. O magnésio em conjunto com o cloro numa associação de fórmula (MgCl)2O forma o cimento Sorel, usado como piso ou revestimento.Tem as mesmas aplicações que a silvita e normalmente contém bromo e vestígios de rubídio, que são beneficiáveis.


 Cerargirita

 
Fórmula Química - AgCl
Composição - 
  75,26 Ag,  24.74 % Cl
Cristalografia -
Isométrico
        Classe -
Hexoctahedral

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
  Maciço
Foto do Mineral
Cristais de cerargirita (cinzas) em rocha
Dureza - 2 - 3
Densidade relativa -
5,5
Fratura -
Conchoidal

Brilho -
Adamantino
Cor -
Cinza, verde-acinzentado ou branco

Associação -
Pode estar associada a outros minerais de prata.
Propriedades Diagnósticas -
Dureza e cor.
Ocorrência -
Ocorre nas porções superiores dos filões ricos em prata.
Usos - É mineral de prata.


Criolita 


  Fórmula Química - Na3AlF6
Composição - 
32,85 %, Na 12,85 %, Al 54,30 %  F
Cristalografia -
Monoclínico
        Classe -
Prismática

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito - Maciço, granular, cristais pseudocúbicos
Foto do Mineral
Cristal de criolita
Clivagem - Pseudocúbica
Dureza -
2,5 - 3
Densidade relativa -
2,95 - 3
Brilho - Vítreo a graxo
Cor -
Branco neve a incolor, avermelhado, marrom a preto

Associação -
Por alteração dá origem a pacnolita, thornsenolita, prosopita e gearksutita.
Propriedades Diagnósticas -
 Refringência muito baixa, birrefringência fraca, clivagem boa e extinção formando ângulo grande com a clivagem.
Ocorrência -
Até a descoberta de um importante depósito na Amazônia, o único depósito importante encontrava-se nos filões em granito na Groelândia.
Usos - Por ter baixo ponto de fusão, é usada como fundente em metalurgia do alumínio, como solvente no processo eletrolítico da extração do Al da bauxita; na fabricação de esmaltes para utensílios de Fe e aço, de vidros brancos e opalescentes, de glasuras, de materiais isolantes, inseticidas e como fundente na limpeza de superfícies metálicas. Como não é muito abundante, é também obtida artificialmente a partir da fluorita.



Cumengeíta


  Fórmula Química -
Pb4Cu20Cl8(OH)8.H2O
Composição - 
20,42 % CuO, 4,62 % H2O 60,16 %, PbO 19,11 % Cl
Cristalografia - Tetragonal
        Classe -
Ditetragonal dipiramidal

Propriedades Ópticas -
Uniaxial negativo

Hábito - Estrelado, pequenos cristais piramidados.
Foto do Mineral
Cristais de cumengeíta
Clivagem - Domática {101} distinta e prismática {110} menos distinta
Dureza -
2,5
Densidade relativa -
4,67
Brilho - Adamantino
Cor -
Azul-índigo

Associação -
Boleíta e pseudoboleíta.
Propriedades Diagnósticas -
 Hábito e cor.
Ocorrência -
Mineral supérgeno.
Usos - Sem uso.


Embolita 


Fórmula Química - Ag(Br,Cl)
Composição -  75,03 % Ag2O, 12,93 %, Br 17,22 % Cl
Cristalografia - Isométrico
   
Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
Maciço
Foto do Mineral
Cristais de embolita
Brilho - Adamantino, graxo
Cor -
Verde-amarelado, amarelo-acinzentado

Associação -
Pode estar associado a minerais de Ag.
Propriedades Diagnósticas -  
Cor, brilho e hábito.
Ocorrência -
Mineral supérgeno
Usos - Mineral de minério de prata.


Fluorita 

Foto do Mineral Forma Cristalográfica
 
Cristais de fluorita
Modelo cristalográfico
Fórmula Química - CaF2
Composição - 
51,33 % Ca ; 48,67 %  F

Cristalografia - Isométrica
        Classe -
Hexoctahedral

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
 Maciço, granular
Clivagem -
Octaédrica perfeita
Dureza -
4
Densidade relativa -
3,01 - 3,25
Brilho - Vítreo, transparente a translúcido
Cor -
Incolor, roxo, verde, rosa, amarelo, azul, vermelho

Associação -
Com minerais de minério de Pb, Zn, Sn e Ba.
Propriedades Diagnósticas -  Dureza , clivagem , índice de refração, brilho, cor e fluorescência
Ocorrência -
É um mineral comum em greisen, granitos, sienitos e como cimentos em arenitos.
Usos - É o mineral de minério de flúor mais importante, usado diretamente como fundente em metalurgia; como adorno; nas fundições de ferro; no tratamento dos minérios de ouro, prata, cobre e chumbo e antimônio; como gema etc.



Halita

Foto do Mineral Forma Cristalográfica
 
Cristais de halita
Modelo cristalográfico
Fórmula Química - NaCl
Composição - 
39,34% Na, 60,66% Cl

Cristalografia -
Isométrico
Classe -
Hexoctahedral

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
  Maciço, granular
Clivagem -
Cúbica perfeita {100}
Dureza -
2,5
Densidade relativa -
2,17
Brilho - Vítreo, graxo
Cor -
Incolor, branco, azul, amarelo

Associação -
Associa-se a rochas de diferentes idades, com gipso, anidrita, polialita, carnallita e glauberita.
Propriedades Diagnósticas -  Sabor salgado, clivagem cúbica, densidade baixa, isotropia e relevo baixo.
Ocorrência -
Resíduo de evaporação (evaporitos), eflorescência em regiões desérticas; sulfatadas.
Usos - É o mineral de minério de Cl mais importante; sal de cozinha; na obtenção da soda cáustica.


 
 

 Laurionita


Fórmula Química - PbCl(OH)

Composição - 
3,47 % H2O,  85,96 % PbO,  13,65 % Cl

Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Bipiramidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial negativo

Hábito -
  Prismático
Foto do Mineral
Cristais de laurionita
Clivagem - {100} distinta
Dureza -
2,5 -3
Densidade relativa -
6,24
Brilho - Adamantino, perolado
Cor -
Incolor, branco

Associação -
Mineral raro, pode estar associado a minerais ricos em Pb.
Propriedades Diagnósticas -
Alta densidade e baixa dureza.
Ocorrência -
Mineral supérgeno
Usos - Sem uso.


Mendipita 


Fórmula Química - Pb3Cl2O2

Composição -
 92,42 % PbO,  9,79 % Cl

Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Disfenoidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo ou negativo

Hábito -
Fibroso, colunar 
Foto do Mineral
Cristais de mendipita em rocha
Clivagem - Prismática perfeita a boa {100}
Dureza -
2,5 - 3
Densidade relativa -
7 - 7,2
Fratura -
Conchoidal

Brilho -
Adamantino, perolado
Cor -
Branco, amarelo ou azul

Associação -
Encontrada com galena e piromorfita.
Propriedades Diagnósticas -
Alta densidade, cor e brilho.
Ocorrência -
Mineral supérgeno.
Usos - Sem uso.


 

 Sal Amoniaco

Fórmula Química - (NH4)Cl

Composição - 
Basicamente um cloreto de amônia, com composição percentual bastante variável

Cristalografia -
Isométrico
        Classe
- Cúbica

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
 Cúbico
Foto do Mineral
Cristais de sal amoniaco
Clivagem - Octaédrico - Imperfeita {111}
Dureza -
1,5 - 2
Densidade relativa -
1,5
Cor - Branco, amarelo ou cinza

Associação -
Pode estar associado a cloretos.
Propriedades Diagnósticas -
Mineral volátil.
Ocorrência -
Encontrados ao redor de vulcões, na forma de crostas e também nos jazimentos de hulha e turfa.
Usos - Empregado para soldar metais; também usado nas pilhas Leclanché; na preparação de amoníaco puro e outros sais de amônio.


 
 Silvita
Foto do Mineral Forma Cristalográfica
 
Cristais de silvita
Modelo cristalográfico
Fórmula Química - KCl
Composição - 
52,45% K; 47,55% Cl
Cristalografia -
Isométrico
        Classe -
Hexactahedral

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
  Maciço, granular
Clivagem -
Cúbica perfeita
Dureza
- 2-2,5
Densidade relativa -
1,99
Fratura -
Séctil

Brilho -
Vítreo, graxo
Cor -
Incolor ou branco

Associação -
Pode estar associado a outros cloretos.
Propriedades Diagnósticas -
Baixa densidade, dureza e composição química.
Ocorrência -
Ocorre em depósitos salinos e fumarolas vulcânicas
Usos - É um mineral de minério de K mais importante. Usado na produção de fertilizantes, fogos de artifícios, perfumes e fotografia.


Villiaumita 


Fórmula Química - NaF

Composição - 
54,75% Na; 45,25% F

Cristalografia -
Isométrico
        Classe -
Hexactahedral

Propriedades Ópticas -
Isotrópico

Hábito -
 Maciço, granular
Foto do Mineral
Cristal de villiaumita
Clivagem - {100}Cúbica Perfeita
Dureza -
2,5
Densidade relativa -
2,79 - 2,8
Fratura -
Séctil

Brilho -
Vítreo
Cor -
Incolor, vermelho-escuro, marrom-alaranjado ou rosa

Associação -
Pode estar associada a minerais ricos em Na.
Propriedades Diagnósticas -
Baixa densidade e dureza, cor, brilho e composição química, solubilidade em água quente.
Ocorrência -
Mineral supérgeno.
Usos - Mineral de minério de F.