domingo, 3 de novembro de 2013

Tabela 1.4. Caracteristicas dos Intervalos de Dissecção Horizontal


Nota: As tabelas aqui publicadas com etiqueta "Geomorfologia" (1.1 à 1.4 referentes a caracteristicas de intervalos morfometricos, não foram elaboradas utilizando dados de uma região especifica, para tal seria necessário usar o Atlas da região que se pretender representar. O objectivo é meramente ilustrativo para ajudar na hora de elaborar cada tabela.





Código
Interválo
(m/km²)
Nome
Processo Físico ou Geográfico Característico
Uso
Acessibilidade
Drenagem
Potencial Construtivo

1

 0 – 500

Não Disseccionada

Inundação e
Erosão Pouco Intensa

Cultivo
Florestal

Acessível

Eficiente

Baixo

2

500 – 1000



Pouco Disseccionada

Erosão

Cultivo
Construção de obras de pequeno porte

Pouco Acessivel

Pouco Eficiente

Alto

3

1000 – 1500

Disseccionada

Erosão

Construção de obras de pequeno porte

Pouco
Acessivel

Pouco
Eficiente

Baixo

4

1500 – 2000

Muito Disseccionada

Erosão

Construções de pequeno porte

Pouco Acessivel

Pouco
Eficiente

Baixo

5

>  2000

Extraordinariamente
Disseccionada

Erosão

Construções de pequeno porte

Pouco
Acessivel


Deficiente

Muito Baixo

Tabela 1.3. Características dos Intervalos de Dissecção Vertical



Código
Interválo
(m/km²)
Nome
Processo Físico ou Geográfico Característico
Uso
Acessibilidade
Drenagem
Potencial Construtivo

1

 0 – 20

Não Disseccionada

Inundação e
Erosão Pouco Intensa

Cultivo
Florestal

Pouco Acessível

Pouco Eficiente

Muito baixo

2

20 – 40



Pouco Disseccionada

Erosão

Construção

Acessivel

Eficiente

Médio

3

40 – 60

Disseccionada

Erosão Intensa

Construção

Acessivel

Eficiente

Alto

4

60 – 80

Muito Disseccionada

Erosão Muito Intensa

Construções de pequeno porte

Muito Acessivel

Eficiente

Muito Alto

5

         >  80

Extraordinariamente
Disseccionada

Erosão Extrema

Nenhum

Completamente
Acessivel

Completamente
Eficiente

Baixo

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Petrobras abre mão do gás do São Francisco


Com esforços voltados para a exploração do petróleo no pré-sal, a Petrobras desistiu dos quatro blocos restantes que detinha para identificação e produção de gás natural na parte mineira da Bacia do Rio São Francisco.
Com isso, a estatal abandona o processo.
Outros três lotes já haviam sido devolvidos pela empresa. Em julho, a anglo-holandesa Shell também desistiu de buscar gás em quatro dos cinco blocos sob seu domínio. A Petra desistiu de outro. Com as recentes devoluções da Petrobras, sem ainda ter sido descoberto gás suficiente para produção comercial, ao todo, 12 blocos foram repassados para o governo federal, o que gera questionamentos sobre a viabilidade econômica do projeto. Outros 31 blocos permanecem com atividade exploratória, segundo o governo federal.
A informação foi confirmada pelo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, em fórum promovido pelo conglomerado norte-americano Bloomberg, em Belo Horizonte. Ao saber da notícia, a presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), Mônica Cordeiro, se mostrou surpresa e, ao pedir a palavra, clamou ao secretário que falasse com o ministro e a presidente da República, Dilma Rousseff, para "não jogar a toalha" em relação ao gás do São Francisco.
Logo depois da apresentação, o secretário refutou a possibilidade de desistir da atividade. "É uma nova fronteira. A gente gera muita expectativa e espera uma resposta rápida", disse Marco Antonio, ressaltando haver um agravamento devido aos resultados do gás de xisto nos Estados Unidos. Ele afirma que, apesar da ansiedade gerada para os primeiros resultados, se trata de uma perfuração complexa. Por se tratar de uma bacia velha, o terreno é extremamente duro. "As empresas que estão lá, com exceção da Shell, estão conhecendo o processo. É natural que isso aconteça. Está na hora de a gente ver alguma coisa que nos dê mais convicção e confiança de que o potencial pode se tornar realidade. Quando você começar a não ter resposta positiva e concreta, começa a haver preocupação", diz.
A devolução dos blocos não quer dizer que inexista gás na região. No caso da exploração do pré-sal no Campo de Libra, tanto Petrobras quanto Shell perfuraram o bloco BS-4 da Bacia de Santos em busca de petróleo e devolveram a área à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que, anos depois, contratou a própria Petrobras para seguir na busca e encontrar petróleo sob a camada de sal. Agora, as duas companhias pagaram R$ 9 bilhões em bônus para ter 60% da reserva.

Estratégias

A baixa provocada pela Petrobras enfraquece o programa de pesquisa na região, mas não afeta os programas de exploração de outros investidores. "Cada empresa tem suas estratégias. Nossa expectativa permanece a mesma quanto ao fato de a região ser muito promissora ao negócio", afirma Frederico Macedo, presidente do consórcio Cebasf, pioneiro na descoberta de gás em Morada Nova de Minas e representante do Comitê de Óleo e Gás da Federação das Indústrias do estado (Fiemg). O Cebasf é constituído pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Orteng Equipamentos e Sistemas, Delp Engenharia e Imetame. O grupo está trabalhando na seleção de fornecedores para iniciar a produção de gás em 2014, ainda que em escala experimental.
A Shell informou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter concluído os trabalhos de perfuração de seu primeiro poço aberto em Arinos, no Noroeste de Minas, e partido, agora, para a análise dos resultados. O prefeito de Morada Nova de Minas, Walter Moura, diz que a esperança na região se mantém, com as possibilidades de o gás se transformar em uma nova fonte de riqueza para geração de emprego e renda. "Nosso município vive um momento de valorização de imóveis com as ocorrências de gás", afirma.

Reincidência

A rigor, a Petrobras deixa pela segunda vez as terras mineiras cortadas pelo Velho Chico. A estatal conduziu as primeiras pesquisas atrás de ocorrências de gás natural em Minas em meados dos anos 80, mas abandonou os trabalhos, só retornando no fim de 2010, quando abriu o seu primeiro poço em Brasilândia de Minas.
Estudo encomendado pelo governo mineiro à empresa de consultoria e negócios Gas Energy indicou, no ano passado, que o gás descoberto na porção mineira da Bacia do São Francisco tem potencial para 37 milhões de metros cúbicos por dia.
Procurada, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico disse não ter informações sobre o assunto. A Petrobras não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição.

Petrobras dará prioridade à produção de petróleo


A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que nos próximos anos a empresa fará mais investimentos em produção de petróleo do que em exploração, a fase de pesquisas e testes. A declaração foi feita durante palestra para empresários do setor de petróleo e gás, durante a OTC - Offshore Technology Conference, no Rio de Janeiro.
"Nos próximos cinco, seis anos, será mais importante para nós o "P" de produção do que o "E" de exploração", disse Foster. A companhia tenta elevar suas reservas para diminuir o impacto da importação de combustível. Para não aumentar a inflação, a Petrobras vende mais barato no mercado interno o combustível comprado a preço superior no mercado externo.
Graça Foster anunciou que a companhia deve dobrar de tamanho nos próximos anos, com a entrada em operação de novos poços no pós-sal e no pré-sal. Ela aposta no aumento da produção e comercialização de gás para o mercado interno e externo. "São 171 milhões de metros cúbicos de gás por dia, e trabalhamos também para dobrar nossa capacidade de refino", acrescentou.
Além das incertezas do mercado externo, para a executiva, os desafios da companhia na próxima década são a construção de grandes unidades de produção, sondas e navios com conteúdo local e a redução do déficit de mão de obra de nível técnico. "Este é um grande gargalo", afirmou. Também preocupa a demanda por combustíveis fósseis, em um cenário projetado para os próximos 20 anos, em que combustíveis renováveis ganham força.