segunda-feira, 1 de julho de 2013

DNA do cavalo tem 700 mil anos e é o mais antigo já decifrado por cientistas

DNA do cavalo tem 700 mil anos e é o mais antigo já decifrado por cientistas

Pesquisadores divulgaram feito em artigo publicado na revista 'Nature'.
Estudo foi possível a partir de fragmentos encontrados congelados.


Cavalos Przewalski na reserva natural West Lake, na China (Foto: Ed Jones/AFP)Cavalos Przewalski em reserva natural West Lake, na China. Cientistas decifraram genoma do cavalo, que já é considerado o mais antigo DNA já descrito pelo homem até hoje (Foto: Ed Jones/AFP)
Uma equipe de pesquisadores conseguiu decifrar o genoma de um cavalo de 700 mil anos, que passou a ser considerado como o mais antigo genoma já analisado até agora e um feito que permite contemplar a possibilidade de ler o DNA de fósseis que se pensavam danificados demais para fornecer informações exploráveis.
O estudo foi publicado nesta quarta-feira (26) pela revista científica "Nature". Os cientistas analisaram fragmentos de ossos fossilizados que foram encontrados em 2003, em uma camada de solo congelado em Yukon, no Canadá. De acordo com Ludovic Orlando, cientista do Museu de História Natural da Dinamarca e um dos autores do estudo.
O osso de cavalo permite a comparação morfológica com outros cavalos, pré-históricos ou não. É um osso preservado no frio, com 735 mil anos. Apesar de o mais antigo genoma sequenciado até o momento ter sido o do homem de Denisova, dez vezes mais jovem (com idade estimada entre 70 mil a 80 mil anos), a equipe dinamarquesa decidiu enfrentar o desafio e analisá-lo.
"Era uma oportunidade única para fazer avançar ao limite nossas tecnologias (...) Quando começamos, eu mesmo, para ser honesto, pensei que não fosse possível', emendou Orlando, principal autor do estudo.
Duas peças de parte do fóssil de 700 mil anos que foram examinadas pelos cientistas (Foto: Divulgação/Ludovic Orlando)Duas peças de parte do fóssil de 700 mil anos que
foram examinadas pelos cientistas
(Foto: Divulgação/Ludovic Orlando)
Surpresa na investigação
Os cientistas verificaram antes se as moléculas dos ossos estavam bem preservadas pelo gelo durante tanto tempo. Não só encontraram ali os constituintes do colágeno, proteína principal dos ossos, mas conseguiram sequenciá-la. E, surpresa: desta forma viram outras moléculas, como os marcadores dos vasos sanguíneos que irrigam o osso.
Todas as condições pareciam favorecer a busca do DNA com a tecnologia denominada de "segunda geração", a única disponível na época. Mas, "só conseguimos obter um fragmento de DNA uma vez a cada 200 tentativas", afirmou Orlando.
Então, os pesquisadores utilizaram o sequenciamento de "terceira geração", que possibilita sequenciar moléculas de DNA sem manipulá-las, sem amplificá-las, preservando-as ao máximo, uma vez que estavam bastante degradadas pela passagem do tempo.
O resultado foi de três a quatro vezes melhor do que antes. "Tentamos melhorar mais, mudando alguns parâmetros, como a temperatura, o método de extração e etc. De uma sequência equina de 200, passamos assim a 10 vezes mais", disse Orlando.
"Tínhamos muitas peças pequenas, mas como havia muitas, podíamos reuni-las e colocá-las sobre um genoma de referência. Como um copo que estivesse quebrado em mil pedaços, é um quebra-cabeças com bilhões de peças!", acrescentou.
"É claramente um membro da espécie do cavalo", primo distante situado "fora do grupo de todos os cavalos modernos", como prova a comparação com o genoma de cinco variedades domésticas, do cavalo de Przewalski (equino selvagem muito próximo do cavalo) e de um equino antigo de 43.000 anos atrás. "É maior que os pôneis atuais, maior que os cavalos Fjord. Tem o tamanho dos cavalos islandeses", afirmou o pesquisador.

Ancestral antigo
De quebra, os geneticistas demonstraram que o ancestral comum de todos os equinos modernos (cavalos, asnos, zebras e etc) surgiu há 4 milhões de anos, duas vezes mais cedo do que se pensava até agora. Eles também sugeriram que o cavalo de Przewalski, último remanescente da população de cavalos selvagens, é geneticamente viável apesar dos cruzamentos feitos para salvar a espécie da extinção.
Mas em especial, o feito destes cientistas abre perspectivas até agora impossíveis, permitindo sonhar algum dia com a análise de DNA de animais pré-históricos ou ancestrais do homem que se pensavam inalcançáveis.
"Mais ou menos 10% das moléculas de tamanho muito pequeno sobrevivem além do milhão de anos nestas condições. E a boa notícia é que estas moléculas têm suficiente informação detectável", resumiu o pesquisador.
"Abre-se uma porta que pensávamos que estivesse fechada para sempre! Tudo dependerá do avanço das tecnologias, mas há muitíssimos argumentos para pensar que isto nos levará a uma grande caixa-forte ao invés de a um beco sem saída", assegurou Ludovic Orlando.

Fóssil de jabuti de 8 milhões de anos é apresentado por universidade do Acre

Fóssil de jabuti de 8 milhões de anos é apresentado por universidade do Acre

As comemorações dos 30 anos de atividades do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Universidade Federal do Acre (Ufac) começaram nessa terça-feira, 16, com a apresentação da sua nova estrela da coleção fóssil: um jabuti gigante, medindo aproximadamente 1,65 metro de comprimento, 90 centímetros de largura de carapaça e um metro de altura. O gigantesco animal, pertencente ao gênero Chelonoidis, viveu durante o período chamado "Mioceno Superior", há cerca de oito milhões de anos. Seus fragmentos fósseis foram coletados em 1995, no Alto Rio Acre, em área do município de Assis Brasil, e montados nos últimos anos, com auxílio de elementos artificiais que representam as patas e a cabeça do jabuti.
Animal mede 1,65 metro de comprimento - Glauco Capper/Divulgação
Glauco Capper/Divulgação
Animal mede 1,65 metro de comprimento
"Possivelmente, esses jabutis gigantes, cujo hábitat foi a América do Sul, tenham sido os ancestrais diretos dos animais da mesma espécie, também de grandes dimensões, mas não tanto, que hoje podem ser encontrados apenas nas Ilhas Galápagos", explicou o professor Edson Guilherme, doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e membro da equipe do LPP.
Para Guilherme, "esta descoberta é muito importante, porque nos ajuda a entender como era a vida na região amazônica no passado e mostra, de certa forma, que foram da América do Sul que saíram os primeiros jabutis gigantes que colonizaram as ilhas remotas do Oceano Pacífico".

Você sabe o que a Geofísica faz?

Você sabe o que a Geofísica faz?

Engrenagens da Terra

Para divulgar a geofísica e torná-la mais próxima da sociedade, o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférica (IAG) da USP criou o Espaço Geofísica, situado no Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec) da USP.
No local são promovidas atividades que se propõem a mostrar como funcionam as "engrenagens da Terra", voltadas principalmente para estudantes a partir do quinto ano do ensino fundamental.
O Espaço possui aparelhos reais utilizados no exercício da geofísica, como um sismógrafo (instrumento que detecta e registra tremores de terra) e um magnetômetro (que mede a intensidade, sentido e direção de campos magnéticos).
Monitoramento em tempo real do campo magnético da Terra. [Imagem: USGS]

O que é Geofísica

A geofísica teve seu início com a teoria da deriva continental, em 1912. "Apesar dos alunos estudarem conceitos de geofísica, como tectônica de placas e divisão da terra em crosta, manto e núcleo, eles não sabem como eles foram obtidos," afirma o professor Ailton Bassini, responsável pelo local.
"Como é que a gente sabe qual a constituição da terra, que tipo de rocha, qual a densidade, qual a pressão, qual a temperatura? Tudo isso sai da geofísica" acrescenta Bassini.
O roteiro da visita ao Espaço Geofísica, que dura em média uma hora e meia, tenta fornecer algumas noções básicas da ciência por meio de uma palestra acompanhada por slides e filmes didáticos.
Fenômenos recentes e de grandes proporções também são comentados, a exemplo do tsunami ocorrido na Indonésia ao final de 2004, sobre o qual Bassini fez um filme de nove minutos. "Posso dar uma aula de geofísica ao mostrar cenas do terremoto que aconteceu, as consequências, os danos, o que se pode fazer a respeito", diz.
Durante a explicação, ainda se tenta trazer para os alunos a dimensão de fenômenos geofísicos, a partir da comparação com outros elementos mais facilmente verificáveis.
Bassini conta que, para exemplificar o que seria a magnitude de um terremoto, ele costuma fazer uma comparação com a usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo. "A energia liberada por um terremoto de escala nove é mais ou menos a mesma que Itaipu produziria trabalhando quatro anos e meio", afirma.

Terremotos no Brasil

Para o professor, a aula do Espaço Geofísica é importante para desmitificar algumas noções errôneas que os alunos carregam consigo, como a de que no Brasil não existem terremotos.
"Eu faço uma pesquisa e, ainda hoje, 98% dos alunos respondem 'não' quando eu pergunto se há sismos no Brasil".
Como forma de corrigir isso, o docente costuma mostrar um grande mapa do Brasil, no qual há pequenos círculos indicando os locais em que acontecem tremores, e chamar a atenção para quatro ou cinco casos em particular, como o de João Câmara, cidade do Rio Grande Norte, em que foram registrados 12 mil tremores em apenas quatro meses durante o ano de 1986. "É preciso saber que há uma atividade física importante no País", diz.

Trabalho do geofísico

Além disso, as perspectivas do geofísico no mercado de trabalho, pouco conhecidas, também são reveladas na apresentação. Com o apoio dos slides e de pôsteres temáticos, são explicadas as formas de atuação em vários nichos específicos da geofísica, como geoelétrica, geotermia e prospecção de petróleo.
"Geoelétrica, por exemplo, como funciona? Pode ser aplicada na contaminação dos lençóis freáticos. Pode-se, por métodos elétricos, determinar como é a contaminação, ou seja, qual a sua superfície e profundidade", explica Bassini.
Por meio do projeto Ciência Móvel, do Parque Cientec, o Espaço Geofísica também consegue chegar a outras cidades do estado e até mesmo do Brasil. Este ano, já foram atendidas escolas em cidades como Lorena (SP), Franco da Rocha (SP), São Vicente (SP) e Caxambu (MG), entre outras.

Visitas

Nas visitas, uma grande parte dos equipamentos encontrados no Espaço também é levada para ser exposta aos alunos. "Eu levo sismógrafo, sensor, GPS - todos os equipamentos pequenos que eu possa levar numa caixa. E os pôsteres temáticos também", diz Bassini.
Segundo ele, as atividades e seus objetivos permanecem os mesmos. Mas a grande diferença está no tempo e no número de alunos atendidos: as aulas duram apenas entre 40 e 50 minutos e, num dia inteiro, mais de mil estudantes chegam a ser atendidos.
As visitas ao Parque Cientec ocorrem de terça a sexta-feira e devem ser agendadas previamente pelo telefone (11) 5077-6312. O endereço é Av. Miguel Stéfano, 4200, Água Funda, São Paulo.

O que é um Geoparque?

O que é um Geoparque?

É um território com limites definidos e que possui sítios de grande valor científico cujos patrimônios socioeconômico, cultural, histórico, ambiental e geológico apresentam importância, raridade, riqueza em biodiversidade e contam a história da terra e conferem identidade ao lugar.
Nesse território está localizado um determinado número de sítios geológicos e paleontológicos, selecionados conforme a relevância das suas características para a história da terra. Apesar do destaque principalmente relacionado ao patrimônio geológico, também se considerou a ocorrência de outros aspectos fundamentais relacionados à biodiversidade, história, cultura, arqueologia, dentre outros.
Um Geopark tem papel ativo no desenvolvimento econômico de seu território, que passa a ser mais reconhecido em função da suas riquezas naturais, possibilitando o desenvolvimento do Geoturismo, como estratégia na dinâmica econômica local.
Cada Geopark UNESCO configura-se como um território protegido com sítios de grande relevância científica, ambiental e cultural, em razão de suas características geológicas, paleontológicas, arqueológicas, ecológicas e paisagísticas, que se apresentam como sinônimo de proteção patrimonial e desenvolvimento sustentável, com seus Planos de Estruturação e Ordenamento Territorial e Plano de Manejo ambiental, com roteiros de conservação dos aspectos relevantes e estratégias de desenvolvimento compactuadas pelos poderes públicos, sociedade civil e iniciativa privada.
"Geoparks não apenas está relacionado a rochas, eles estão relacionados a pessoas. É crucial que eles estejam envolvidos, nós queremos ver quanto mais pessoas possível saindo e se divertindo com a geologia da área. Nosso objetivo é maximizar o geoturismo para o benefício da economia local e para ajudar pessoas a entender a evolução da paisagem local deles. "

O que fazer em caso de tsunami?

O que fazer em caso de tsunami?

Um sismo pode ser entendido como um alarme de tsunami. Por isso, no caso de sentir um sismo de elevada magnitude abandone áreas costeiras de baixa altitude.
Os tsunamis podem ser precedidos por uma súbita variação (subida ou descida) do nível do mar. Este fenómeno deve também ser entendido como um alarme de tsunami.
Um tsunami não é uma onda isolada, mas sim um conjunto de ondas que podem ser separadas por períodos signficativos. Em caso de ocorrência de tsunami só deverá retornar a áreas costeiras após indicação da autoridade competente.
A amplitude de um tsunami pode ser pequena num ponto da costa e muito grande a poucos quilómetros de distância. Por isso não minimize o fenómeno apenas pelo facto de no local em que se encontra a amplitude lhe parecer reduzida.
Todos os tsunamis são potencialmente desvastadores.
Nunca se desloque para observar um tsunami: quando estiver suficientemente próximo para o observar bem já não lhe conseguirá escapar.
Nunca tente surfar numa onda de tsunami: estas ondas não enrolam ou quebram como as ondas de surf.
Durante uma emergência de tsunami siga prontamente as instruções da protecção civil ou da autoridade local competente.

O que é Geofísica

O que é Geofísica

Segundo a CBPM

A Geofísica é um ramo do conhecimento humano centrado nas geociências, que possui um campo muito vasto de atuação. A rigor, tanto a Oceanografia Física como a Meteorologia são partes da Geofísica. Também nosso Sistema Solar é hoje estudado muito mais pela Geofísica do que pela Astronomia.
Tendo um nível de atuação mais complexo que a Geologia e a Física não quântica, ela interage fortemente com estas ciências, as quais lhe servem de pilares. Isto, entretanto, não significa que a Geofísica seja um tipo de Física Aplicada, ou em parte quantitativa da Geologia. Ela tem seus próprios métodos de estudo, constituindo, ao mesmo tempo, uma ciência multidisciplinar e transdisciplinar. Outras áreas de interesse e suporte são: a matemática em suas diversas áreas, a estatística, o processamento de dados e de informações, as engenharias de telecomunicação e instrumental, e a oceanografia.
Trabalhando com a medida de campos de ação remota, ela não necessita da observação local e direta do fenômeno. Por isto é capaz de analisar informações, que vão desde o centro do Núcleo Interno da Terra até a parte mais externa da Magnetosfera Terrestre. Questões vitais para a economia, o bem-estar e a própria sobrevivência da população humana encontram-se no cerne de pesquisas geofísicas de fronteira, como a variação das temperaturas da superfície terrestre e do nível do mar com o tempo.
Quantas pessoas sabem, por exemplo, que a vida na Terra depende de seu campo magnético? Ele nos protege do bombardeio dos raios cósmicos e das nuvens de gás ionizado, plasma emitido pelo Sol, que se denomina de “vento solar”. A interferência deste fenômeno em redes de distribuição de energia, nas telecomunicações, no desempenho de equipamentos em satélites e na segurança de astronautas (isto será um problema no futuro) levou à criação de um novo tipo de meteorologia: “Space Weather”. Ela não trata diretamente dos problemas da troposfera terrestre e sim de fenômenos que ocorrem em partes mais externas de nossa atmosfera, mas que, em última análise, vão interferir no clima global e local. Até bem pouco tempo, tais estudos eram denominados de Geofísica Pura em oposição à Geofísica Aplicada. Entretanto, esta dicotomia perde sentido cada vez mais.
Historicamente a Geofísica tem suas bases na definição do campo gravitacional por Galileu – que deu origem ao método GRAVIMÉTRICO, e na descrição de um modelo magnético da Terra por William Gilbert, ao modelar uma variedade de magnetita denominada de lodestone – que deu origem ao método MAGNÉTICO. Estes dois métodos, que tiveram grande importância no século XIX, foram suplantados inicialmente pelos métodos ELÉTRICOS e ELETROMAGNÉTICOS na primeira metade do século XX, e depois, pelos métodos SÍSMICOS, na segunda metade do século XX.
Entretanto, a gama de aplicações da Geofísica, que até o início dos anos 90 era, essencialmente, de exploração de recursos naturais como petróleo, minerais e água subterrânea, tem aumentado progressivamente. Por isto, embora a sísmica ainda seja o carro-chefe, por causa da importância estratégica e de commodity da prospecção de petróleo, está havendo um equilíbrio cada vez maior do emprego dos vários métodos geofísicos, inclusive RADIOMETRIA e GEOTERMIA. Parasnis enfatiza este aspecto no prefácio de seu livro “Principles of Applied Geophysics” de 1997, afirmando que “o escopo da geofísica estendeu-se consideravelmente além da prospecção de óleo, mineral e água, para problemas arqueológicos, de engenharia civil, geo-hidrológicos e ambientais, sem esquecer a investigação de locais para dispor lixo atômico”. Ele também enfatiza o papel do método GPR (radar de investigação do subsolo) nesta guinada.
No tocante à exploração mineral, ressalta-se a importância dos levantamentos aéreos, pela sua capacidade de cobrir grandes áreas de forma rápida, eficaz e com baixa razão custo/benefício e sem agredir o ambiente. Isto fornece uma visão macro das áreas de investigação e permite planejar os trabalhos de follow-up geofísicos ou de outras disciplinas, possibilitando que uma considerável quantidade de informações esteja, em um curto espaço de tempo, disponível para otimização de diagnósticos sobre determinada área.
Os trabalhos terrestres, em nível de detalhe e/ou de semidetalhe, utilizam todos os métodos geofísicos tradicionais e são necessários, tanto para aferição dos dados aerogeofísicos, quanto para conhecimento in situ dos controles e características dos depósitos minerais e suas modelagens, bem como para fomentar subsídios para ações multidisciplinares integradas. As investigações geofísicas realizadas em furos de sonda (perfilagens de poços) são utilizadas como ponto de acesso a regiões profundas para obtenção direta de registros petrofísicos consistentes e objetivos, com o emprego de unidades de aquisição informatizadas e de alta resolução.

Geofísica na Bahia

A geofísica na Bahia, anterior à década de 60-70, era basicamente restrita a trabalhos direcionados para a exploração de petróleo, cujos técnicos, quando não estrangeiros, alocados à esta empresa, eram engenheiros com cursos especializados em técnicas geofísicas para exploração de petróleo, notadamente técnicas terrestres relacionadas aos métodos potenciais (magnetometria e gravimetria), sísmicos (refração e reflexão) e de perfilagens em poços. No final da década de 60 e inicio da década de 70, de forma pioneira no Brasil, deu-se inicio na Bahia, a formação de especialistas em geofísica, áreas de física nuclear e de exploração de recursos naturais (hídricos e mineral).
Ainda nesta década houve uma forte tendência de uso de geofísica regional (levantamentos aerogeofísicos) pelos órgãos públicos federais sendo a Bahia contemplada com trabalhos em uma vasta área do seu território. Sendo assim, no período entre 1975 e 1982, parte do Estado da Bahia foi coberto por aerolevantamentos executados pelo Departamento Nacional da Produção Mineral/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Nuclebrás, de qualidades muito variáveis, feitos a partir de equipamentos com sensores de baixa resolução (Magnético /Gamaespectrométrico), com um posicionamento duvidoso (navegação visual) e espaçamentos de linhas inadequados que variaram de 1.000 a 4.000 metros.
Ainda neste período o Estado da Bahia foi contemplado por uma rede gravimétrica integrada que lhe permitiu elaborar um Mapa Gravimétrico Regional (Bouguer), representativo da escala 1:1.000.000, através do Projeto Levantamento Gravimétrico do Estado da Bahia, executado em 1980, pelo convênio DNPM/CPRM.
Desde esta época, empresas privadas, a exemplo da SOPEMI, e estatais, DOCEGEO/VALE DO RIO DOCE, hoje VALE, têm realizado trabalhos regionais de aerogeofísica e terrestre, em diferentes escalas, objetivando a exploração de minerais metálicos, preciosos e semipreciosos. Estes dados não estão disponibilizados por estas empresas.

O que fazem os Geofísicos?

O que fazem os Geofísicos?

O Geofísico investiga os fenômenos elétricos, térmicos, magnéticos, gravitacionais e sísmicos do planeta.
Com instrumentos especiais e leis da Matemática, da Física e da Química, ele mede as forças que afetam a superfície, o subsolo e a atmosfera terrestre. Observa e calcula os movimentos das placas tectônicas e pesquisa a origem e a atividade dos vulcões, a curvatura do planeta e outras características geofísicas do globo. Detecta e mede a intensidade de terremotos, abalos sísmicos, investiga a estrutura das formações rochosas e as propriedades físico-químicas dos mares.
Antes da construção de grandes obras, como represas, estradas e túneis, avalia a estabilidade do solo e localiza lençóis freáticos e jazidas minerais. Pode trabalhar também na prospecção de petróleo.
Especializações: Geofísica Ambiental e Fundamental, Engenharia do Petróleo e Mineração.
Campos de Atuação: Empresas Petrolíferas, Órgãos Público, Pesquisa Científica, Consultoria Ambiental.