segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mineral GRUPO DOS NITRATOS

O nitrogênio ocorre exclusivamente na forma de ânions complexos NO3- e NH4+, e na forma de gás na atmosfera. Os nitratos constituem sais formados pelo ácido nítrico HNO3, são facilmente solúveis em água e estão confinados quase que exclusivamente em formações geológicas relativamente recentes, geradas em desertos continentais quentes. Eles são formados por reações de oxidação normalmente associada à ação de nitrobactérias em solos, podendo-se formar ainda pela ação de descargas elétricas, especialmente em platôs elevados. Os nitratos mais importantes são de Na e K, sendo de menor importância os nitratos dos alcalinos terrosos Ca, Mg e Ba. Em ambiente desérticos, sobre depósitos de cobre, às vezes, ocorrem complexos nitratos de cobre. Minerais complexos compostos por nitratos e outros ânions complexos e hidratos são conhecidos.
Nos nitratos o nitrogênio pentavalente forma com o oxigênio grupos iônicos achatados, configurados em trevo (triângulos), muito semelhantes ao grupo carbonato, uma vez que o íons N altamente carregados e polarizados unem seus três oxigênios coordenados em um grupo compacto, em que a força da ligação N-O (2/3) é maior do que qualquer outra ligação possível no cristal. Por causa da maior força da ligação N-O, os nitratos decompõem-se menos facilmente pelos ácidos do que os carbonatos. Quando os triângulos N-O se combinam em proporções de um para um, com os cátions monovalentes, cujos raios permitem a coordenação 6, resultam estruturas análogas às do grupo da calcita; desta forma, o nitrato de sódio                 ( NaNO3) e a calcita são isoestruturais, mas o nitrato de sódio apresenta dureza, ponto de fusão e densidade menores que da calcita, uma vez que o Na tem carga e densidade atômica menor que o Ca. Já o nitrato de potássio (nitro - KNO3) é isoestrutural à aragonita, devido ao fato que o K entra em coordenação 8 com oxigênio do triângulo fundamental dos nitratos, e este de maneira idêntica exibe menores dureza, densidade e ponto de fusão que a da aragonita e maior solubilidade em água.


Nitro 


Fórmula Química - KNO3

Composição - 
Nitrato de Potássio (sin.: caliche, satritre-da índia, salitre, nitratita, nitratina, sal-pétreo)

Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Bipiramidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial negativo

Hábito -
Agregados granulares a aciculares
Foto do Mineral
Cristal de nitro
Clivagem - Clivagem perfeita {011} e imperfeita {010} e {100}
Dureza -
2
Densidade relativa -
2,1 - 2,11
Brilho - Vítreo
Cor -
Incolor ou branco

Associação -
Pode estar associado a calcita.
Propriedades Diagnósticas -
Sabor refrescante adstringente, solubilidade em água, gênese e ocorrência.
Ocorrência -
Produto de nitrificação de solos em regiões quentes e secas, bem como cavernas; encontrado na Índia.
Usos - Tem grande importância como adubo mineral nitrogenado e potássico (adubos); e usado em larga escala na fabricação de pólvora-negra, vidros e do ácido nítrico, além de uso na indústria alimentícia e na metalurgia..


 Gehardtita

Fórmula Química - Cu2NO3(OH)3

Composição - 
Hidroxinitrato de cobre com até 52,93% de Cu

Cristalografia -
Ortorrômbico
        Classe -
Disfenoidal

Propriedades Ópticas -
Biaxial positivo

Hábito -
Tabular
Foto do Mineral
Cristal de gerardita em rocha
Clivagem - Perfeita em {001} e boa em {100}
Dureza -
2
Densidade relativa -
3.4 - 3.43
Brilho -
Vítreo
Cor -
  Verde-esmeralda

Associação -
Pode estar associada a minerais de cobre.
Propriedades Diagnósticas -
Estrias na zona piramidal, cor e baixa dureza.
Ocorrência -
Encontrado em depósitos de cobre.
Usos - Mineral muito raro.


 Buttgenbachita

Fórmula Química -
Cu19Cl14(NO3)2(OH)32 . 2(H2O)
Composição - 
73,60% CuO, 15,79 H2O, 6,91% Cl
Cristalografia -
Hexagonal
        Classe -
Dihexagonal dipiramidal

Propriedades Ópticas -
Uniaxial positivo

Hábito -
  Prismático ou tabular
Foto do Mineral
Cristal de buttgenbachita
Dureza - 3
Densidade relativa -
3,42
Brilho - Vítreo
Cor -
amarelo ou azul-celeste

Associação -
Pode estar associada a minerais de cobre.
Propriedades Diagnósticas -  Pode ser identificada pela cor e brilho.
Ocorrência -
Mineral de cobre supérgeno.
Usos - Mineral raro, pode ser usado como gema.



Temporada de furacões no Atlântico começa com promessa de muita atividade

Temporada de furacões no Atlântico começa com promessa de muita atividade

Miami (EUA), 1 jun (EFE).- A temporada de furacões que começou neste sábado no Atlântico promete ser extraordinariamente ativa, já que as condições climáticas apresentadas parecem indicar isso, fato que faz com que autoridades prevejam possíveis catástrofes e desocupações.
As autoridades da Flórida, estado que tradicionalmente é o mais afetado por furacões nos Estados Unidos, embora esteja imune há sete anos, nunca previram a presença de tanto furacões como nesta temporada.
"Tudo aponta que essa será uma temporada cansativa", reconheceu ontem em entrevista coletiva o diretor do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA, Rick Knabb, que insistiu várias vezes na importância dos habitantes "se prepararem para o fato de que uma tempestade tocará aqui".
Por conta desta previsão desfavorável, os legisladores americanos anunciaram nesta semana que planejam a reivindicação de um Fundo Nacional para Catástrofes financiado com fundos federais, o qual seria criado para ajudar a custear os esforços dos estados para fazer frente ao que possa ocorrer.
Além disso, os legisladores também reivindicaram uma melhora nos sistemas de prognóstico. Neste sentido, o senador Bill Nelson se queixou do fato dos computadores europeus serem mais precisos do que os americanos.
A temporada na bacia atlântica, que afeta principalmente todo o Caribe, o Golfo do México e o sudeste dos EUA, se estende oficialmente por seis meses, até o dia 31 de novembro, embora seu pico de máxima atividade seja entre meados de agosto e outubro.
Assim como em todos os anos, os principais organismos que emitem seus prognósticos coincidiram em apontar que esta temporada promete ser muito agitada, com destaque para a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA), que advertiu que esta poderia ser uma temporada "extremamente ativa".
"Espera-se que as condições oceânicas e atmosféricas na bacia atlântica produzam neste ano mais furacões e mais fortes", em parte porque "não há fatores atenuantes à vista que possam reduzir o nível de atividade ciclônica", advertiu há poucos dias Gerry Bell, do Centro de Prognóstico Climática da NOAA, em Washington.
Segundo os cálculos da NOAA, a principal referência na matéria, entre junho e novembro, o Atlântico poderia registrar entre 13 e 20 tempestades tropicais, que, entre outras características, alcançam ventos superiores a 63 km/h e são batizadas com um nome próprio para facilitar sua vigilância.
De entre elas, a NOAA calcula que há 70% de possibilidades que entre sete e 11 aumentem sua força até se transformar em furacões (ventos superiores a 119 km/h), sendo que entre 3 e 6 alcançariam categorias superiores (de 3, 4 ou 5 na escala de Saffir-Simpson, 178 km/h).
Se essas previsões se tornarem realidade, a atual temporada será claramente mais ativa que o normal (12 tempestades tropicais, seis furacões, três superiores). Os fatores deixam os analistas preocupados pelo aumento de atividade estão ligados à alta temperatura da água do Atlântico tropical e do Caribe tem temperaturas superiores e ausência do fenômeno El Niño, que tende a limitar a formação de furacões.
A isso se soma a fortaleza da monção na África Ocidental, considerada responsável pela atual etapa de alta atividade de furacões no Atlântico, que começou em 1995.
Embora a maior preocupação esteja relacionada à formação de furacões de categorias superiores, ninguém fica imune a destruição causada pelo fenômeno, nem mesmo fora do território litorâneo, como ocorreu com "Sandy", que não passou da categoria 2. EFE

Terremoto de 6,3 graus deixa dois mortos em Taiwan

Terremoto de 6,3 graus deixa dois mortos em Taiwan

Um terremoto de 6,3 graus de magnitude registrado neste domingo na ilha de Taiwan e sentido principalmente na capital, Taipei, deixou dois mortos, um desaparecido e 21 feridos, indicaram fontes oficiais.
O forte tremor, que fez muitas pessoas saírem às ruas, também foi sentido em Hong Kong, a mais de 700 quilômetros.
O tremor começou às 05h43 GMT (02h43 de Brasília), 32 km a leste de Nantou (centro) e a 10 km de profundidade, indicou o Centro Sismológico de Taiwan.
Um homem que escalava o monte Ali, no centro do país, morreu ao ser atingido por rochas que desabaram devido ao terremoto, indicou a Agência Nacional contra Incêndios.
A segunda vítima também faleceu ao ser atingida por rochas que desabaram.
Em Chushan, as equipes de resgate tentavam salvar um pescador preso entre toneladas de escombros.
"As equipes de socorro estão trabalhando duro para encontrar e socorrer a pessoa desaparecida, mas temo que as chances de encontrá-lo com vida sejam escassas", disse à AFP um funcionário do Corpo de Bombeiros.
Ao menos 21 pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave, acrescentou o funcionário.
O condado de Nantou foi o epicentro de um terremoto de magnitude 7.6 em 1999 que matou 2.400 pessoas, o pior desastre natural sofrido na ilha.
Taiwan, situada na união de duas placas tectônicas, é atingida frequentemente por terremotos.

Fonte: Yahoo noticias

Europa comemora 10 anos da sonda que está mapeando Marte

Europa comemora 10 anos da sonda que está mapeando Marte

Frankfurt (Alemanha), 2 jun (EFE).- A sonda europeia Mars Express, lançada há dez anos, permitiu concluir quase totalmente o mapa global da superfície do planeta Marte e, para celebrar, a Agência Espacial Europeia (ESA) oferecerá amanhã uma entrevista coletiva em seu centro de controle de operações na cidade de Darmstadt, no oeste da Alemanha.
Durante estes dez anos a Câmera Estereofônica de Alta Resolução (HRSC) tirou as fotografias que estão captando a superfície de Marte em cor, em três dimensões e com uma resolução de cerca de 10 metros por pixel.
A Mars Express girou nestes dez anos 12 mil vezes ao redor de Marte para fotografar seus rios de lava e seus vales.
Da superfície total de Marte de 145 milhões de quilômetros quadrados já foram feitas 97 milhões de fotos com uma resolução muito boa.
A sonda espacial Mars Express descobriu, por exemplo, que Marte teve água sob sua superfície durante os primeiros bilhões de anos de sua história. EFE

Fonte: Yahoo noticias

China enviará missão espacial tripulada em junho

A China lançará em meados deste mês uma nave espacial tripulada que se acoplará a um módulo experimental, última etapa da construção de uma estação espacial chinesa permanente, informou nesta segunda-feira a agência de notícias estatal Xinhua.
De acordo com o porta-voz do programa espacial do país, a nave se acoplará ao laboratório espacial Tiangong-1 (Palácio Celestial). Trata-se de uma etapa crucial para a obtenção da estação espacial permanente.
A capacidade espacial da China é inferior à dos EUA e da Rússia, mas o ambicioso programa do país inclui planos de enviar um homem à lua e construir, até 2020, uma estação que gire em torno da Terra, informa um documento oficial.
A China lançou em 2012 a nave espacial Shenzhou IX na missão mais ambiciosa de sua história, com três astronautas, entre eles Liu Yang, a primeira mulher chinesa ao viajar para o espaço.
Pequim realizou seu primeiro voo espacial tripulado em outubro de 2003.

Fonte: Yahoo noticias

Estudo explica por que gravidade da Lua é irregular



Estudo explica por que gravidade da Lua é irregular

Dados obtidos por missão da Nasa desvendam fenômeno lunar.
Descoberta deve ajudar na navegação de sondas espaciais no futuro.

Do G1, em São Paulo

Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech)Ilustração mostra como funcionam as sondas 'gêmeas' do Grail (Foto: NASA/JPL-Caltech)
Uma missão da Nasa que estudou a Lua ao longo de nove meses conseguiu desvendar alguns segredos sobre a gravidade do satélite natural da Terra. A gravidade da Lua varia de regiões para regiões, e essa irregularidade afeta o projeto de naves que fiquem na órbita lunar.
Desde 1968, os cientistas sabem que a Lua tem áreas com grande concentração de massa, e que nessas áreas a força gravitacional. No entanto, até o momento, não se sabia por que essas áreas existiam e nem como identificá-las com imagens.
O Laboratório de Interior e Recuperação de Gravidade (Grail, na sigla em inglês) estudou a estrutura da Lua durante nove meses e chegou a essa resposta em um estudo publicado nesta semana pela revista “Science”. Segundo o artigo, essas áreas foram formadas pelo impacto de asteroides e cometas sobre a superfície da Lua.
O Grail consiste de duas sondas “gêmeas” que ficaram na órbita lunar estudando a superfície com equipamentos especializados na análise da força gravitacional, em busca dessas concentrações de massa. Elas revelaram a localização exata dessas áreas mais densas, algo que as câmeras ópticas tradicionais nunca conseguiriam mostrar.
Como essas variações gravitacionais afetam o percurso de sondas na órbita da Lua, a melhor compreensão do fenômeno vai aumentar a precisão da navegação desses satélites. A técnica pode ainda ser repetida em outros corpos celestes que a Nasa venha a explorar.
Além disso, os cientistas acreditam que o estudo possa ter relevância até mesmo nos estudos sobre a geologia da própria Terra.
“Nosso planeta sofreu impactos similares em seu passado distante, e entender as concentrações de massa pode nos ensinar mais sobre a Terra antiga, talvez sobre como as placas tectônicas surgiram e o que criou os primeiros depósitos de minério”, comentou o autor do estudo, Jay Melosh, da Universidade Purdue, no estado americano de Indiana.

Estudo reforça ideia de que Marte teve rios no passado


Estudo reforça ideia de que Marte teve rios no passado

Disposição das pedras se assemelha a leitos de rios na Terra.
Dados foram obtidos pelo jipe-robô Curiosity.

Do G1, em São Paulo

Pedras e areia de Marte identificadas pelos pesquisadores como vestígios de um antigo rio (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)Pedras e areia de Marte identificadas pelos
pesquisadores como vestígios de um antigo rio
(Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Um estudo publicado nesta quinta-feira (30) pela prestigiada revista “Science” reforça as evidências de que rochas encontradas em Marte em 2012 são parte de um antigo leito de rio. Os novos dados reforçam uma análise inicial que já indicava a existência de água corrente no passado marciano.
Os vestígios foram encontrados e analisados pelo jipe-robô Curiosity, cujos aparelhos já tinham apontado resultados semelhantes, mas com menos precisão.
“Completamos uma quantificação mais rigorosa dos afloramentos para caracterizar a distribuição de tamanho e a redondeza dos pedregulhos e da areia que formam esses conglomerados”, afirmou a autora do estudo Rebecca Williams, pesquisadora do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, no estado americano do Arizona.
“Esses conglomerados são incrivelmente parecidos com os depósitos de leitos de rios da Terra”, completou a especialista.
O cascalho e a areia nos pontos analisados estão distribuídos de uma maneira muito irregular. As camadas com mais areia ou com mais pedras se alternam, e algumas pedras inclusive estão encostadas umas nas outras.
Segundo os cientistas, tudo isso indica que o fluxo foi contínuo durante um tempo indeterminado, mas “certamente mais que semanas ou meses”. A pesquisa concluiu ainda que esse cascalho foi arrastado pela água por alguns quilômetros.
Marte possui uma quantidade considerável de gelo, mas sua atmosfera atual é muito fina para permitir a existência de cursos d’água. O objetivo da missão Curiosity é trazer mais informações sobre as condições do ambiente marciano no passado, e revelar se o planeta já reuniu as condições necessárias para a vida.